SerQ - Centro de Inovação e Competências da Floresta, na Sertã. Foto: mediotejo.net

O SerQ – Centro de Inovação e Competências da Floresta, situado na Zona Industrial da Sertã, vai investir cerca de 1 milhão de euros na criação de um laboratório de ensaios relacionados com a resistência de materiais de construção aos fogos.

Para já o projeto está em fase de execução através do gabinete Inplenitus, Arquitectura e Soluções, Ldª, de Coimbra, por 17.500 euros + IVA, valor que a Câmara da Sertã decidiu financiar na reunião do dia 5 de abril.

Este laboratório inovador vai implicar a construção de uma outra nave nas traseiras das atuais instalações do SerQ, com cerca de 600 metros quadrados, conforme adiantou o Presidente da instituição, Paulo Farinha Luís, também Vereador na Câmara eleito pelo PSD.

Para o Presidente da Câmara, “este é um projeto muito importante para o SerQ e para a Sertã já que vai trazer uma área de serviços que não existe em Portugal”. Carlos Miranda (PS) realça também que se trata de “uma área de altíssima competência técnica e científica à qual vão estar associados técnicos e cientistas muito capacitados. É também um laboratório que vai trazer mais valias ao SerQ e à Sertã e ser uma fonte de recursos e rendimento ao próprio SerQ”.

ÁUDIO | Carlos Miranda, presidente da CM Sertã

O projeto, que está a ser desenvolvido em parceria com a Universidade de Coimbra, vem dar resposta a uma necessidade das empresas em fazer testes aos materiais de construção quando querem certificar os seus produtos, serviço que não existe no país.

O autarca realça a possibilidade que o projeto terá de “atrair mais investigadores e recursos humanos altamente qualificados”, fazendo com que as empresas tenham de se deslocar à Sertã para testar materiais para a construção, como seja “azulejos, portas, paredes ou portas em pladur”, como exemplificou Paulo Farinha Luís.

ÁUDIO | Paulo Farinha Luís, presidente da SerQ da Sertã

“Não havendo um laboratório em Portugal que possa fazer este tipo de ensaios, as empresas portuguesas fazem os pré-testes no país, em laboratórios que não estão certificados, e depois vão certificar os produtos fora do país”, explicou o Presidente da SerQ. Com aquele laboratório inovador na Sertã vai ser possível certificar os materiais em Portugal.

A previsão é que o projeto esteja pronto dentro de duas semanas para que depois se possa apresentar uma candidatura ao Portugal 2020.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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