Foto: CMS

O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC) da Sertã deu mais um passo rumo à entrada em vigor, depois de ter recebido parecer favorável por unanimidade na reunião alargada da Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC), realizada a 16 de julho, nos Paços do Concelho. O documento será agora remetido à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para apreciação final, após concluído o período de consulta pública.

A aprovação unânime do plano surge depois da consulta pública, que decorreu entre 28 de abril e 12 de junho, encerrando mais uma etapa do processo de revisão do instrumento que define a organização e a resposta do concelho em situações de acidente grave ou catástrofe.

Além da análise do PMEPC, a reunião ficou marcada por um ponto de situação sobre os efeitos da tempestade Kristin, com especial enfoque na reposição dos serviços de eletricidade e telecomunicações, áreas onde continuam a existir constrangimentos em algumas zonas do concelho.

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Representantes da E-Redes e da MEO fizeram um balanço dos trabalhos desenvolvidos desde a passagem da tempestade, agradecendo a colaboração prestada pelo município da Sertã e pelas juntas de freguesia. As duas entidades apontaram a escassez de técnicos especializados como uma das principais dificuldades que tem atrasado a recuperação integral das infraestruturas.

No caso das telecomunicações, a MEO explicou que a reposição da rede continua a ser uma operação complexa, não só pela falta de equipas técnicas, mas também porque, em diversos locais, cabos e postes já substituídos acabam novamente danificados durante operações de exploração florestal.

A operadora adiantou ainda que algumas localidades do concelho deixarão de dispor de serviço ADSL, a tradicional ligação fixa por cabo. Nos locais onde a cobertura móvel apresenta limitações, estão a ser estudadas soluções técnicas alternativas que permitam assegurar o acesso às comunicações.

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Já a E-Redes reforçou o apelo à população para que não corte cabos cuja origem desconheça, alertando que alguns podem pertencer à rede elétrica e continuar sob tensão, representando um risco significativo para a segurança. A empresa voltou igualmente a destacar o papel das juntas de freguesia na sensibilização dos habitantes para esta problemática.

Durante a reunião foram ainda definidos procedimentos destinados a acelerar a resposta em situações consideradas prioritárias, tanto no restabelecimento do fornecimento de energia como das comunicações.

A sessão contou com a participação das entidades que integram a Comissão Municipal de Proteção Civil, entre as quais os Bombeiros Voluntários da Sertã e de Cernache do Bonjardim, a Guarda Nacional Republicana, a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, a Segurança Social, a Águas de Portugal, os estabelecimentos de ensino do concelho, o Agrupamento 170 do Corpo Nacional de Escutas, a APROFLORA – Associação de Produtores Florestais e Agrícolas da Zona do Pinhal, bem como as juntas e uniões de freguesia do concelho.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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