O presidente da Câmara Municipal da Sertã, José Farinha Nunes (PSD), aproveitou a última sessão da Assembleia do presente mandato, realizada no dia 10, para fazer o balanço dos últimos 12 anos em que esteve à frente dos destinos do Município, num exercício autárquico que considerou ser “uma jornada memorável”.
O autarca recordou o seu primeiro discurso quando tomou posse pela primeira vez a 30 de outubro de 2009 em que sublinhou o “espírito de missão e de compromisso”.
O seu foco e de toda a equipa era “trabalhar na procura das melhores soluções para os desafios que se afiguravam”. Na altura “sabia que a tarefa seria difícil”, mas a equipa que o acompanhava “garantia que era possível realizar um excelente trabalho à altura de um Município tão importante como a Sertã”.
Acreditando sempre que “só a união poderia produzir resultados”, Farinha Nunes realçou a confiança renovada pelos eleitores que deu mais duas vezes maioria à sua gestão.
ÁUDIO | JOSÉ FARINHA NUNES, PRESIDENTE CM SERTÃ:
Nesse “olhar retrospetivo” dos seus três mandatos, lembrou que a a primeira meta era equilibrar as contas do Município. “Creio que fomos bem sucedidos e atualmente a Autarquia goza de uma saúde financeira invejável”, o que permitiu concretizar “um conjunto de obras e projetos decisivos para a Sertã”.
Destacou a criação do SerQ – Centro de Inovação e Competências da Floresta e defendeu uma estratégia nacional e não apenas municipal para a floresta, que “deve ser olhada de outra forma, tal como o demonstraram os grandes incêndios de 2017 e 2018”.
“Estamos no bom caminho”, sublinhou, salientando os contributos dados pelo Município para essa estratégia, com uma referência especial para o plano de regeneração da floresta anunciado pelo governo que abrange vários municípios afetados pelos incêndios.
A aposta nas energias renováveis, as “centenas de quilómetros requalificados em muitas localidades do concelho”, as “importantes intervenções nos centros históricos da Sertã, Cernache do Bonjardim e Pedrogão Pequeno”, os melhoramentos a nível de saneamento básico e abastecimento de água, foram alguns dos aspetos salientados.
Na intervenção de balanço destacou ainda o aumento do movimento turístico, a aposta na gastronomia de que é exemplo o festival do maranho, produto certificado, os investimentos na área da educação, exemplificados com as obas na escola secundária e a luta pela manutenção do Instituto Vaz Serra em Cernache do Bonjardim.
Fez ainda o balanço a nível da cultura onde destacou a maratona da leitura, a nível social e de saúde, quanto à captação de empresas e no que isso representou para o desenvolvimento e crescimento do concelho.
A nível regional, Farinha Nunes realçou as vantagens da integração do Município na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.
Ainda no que respeita às vias de acesso, reconheceu que o processo da EN 238 não evoluiu como se esperava. “Mas nunca deixámos cair o assunto no esquecimento e estou certo que em breve se resolverá”, concluiu.
As eleições autárquicas estão marcadas para dia 26 de setembro.
