O presidente da Câmara Municipal da Sertã põe de parte um eventual cenário de “fechar o concelho”, apesar do aumento exponencial do número de casos covid-19 no território, com foco na vila de Cernache do Bonjardim.
No mais recente balanço da Unidade Local de Saúde Castelo Branco em relação à pandemia, esta segunda-feira, dia 7 de junho, registavam-se no concelho da Sertã um total de 50 casos ativos de covid-19, entre os quais apenas um está internado, e 262 pessoas em vigilância ativa.
José Farinha Nunes (PSD), que respondia na reunião de Câmara à questão levantada pela vereadora Cláudia André (PSD), referiu que todos os casos de covid-19 “estão localizados” graças ao “trabalho excecional” efetuado pelos serviços de saúde.
O autarca apontou o número de 47 casos, no dia de domingo, mas a Unidade Local referiu a existência de 50 casos ao dia de hoje (+3). Seja como for, “as idades que estão a ser mais atingidas são as pessoas com idades entre os 30 e os 40 anos. Estamos a falar de casais com filhos, isso faz com que tenha implicações nas escolas e nas empresas”.
O presidente da Câmara procurou desdramatizar a situação repetindo que “todos os casos estão sinalizados, estão localizados”, e disse estar convencido de que “diariamente vão diminuindo”.
“A tendência é melhorar e nunca piorar, uma vez que os serviços de saúde conseguiram localizar todas as situações”, reiterou. “Falar em fechar o concelho, de todo que não”, acrescentou.
José Farinha Nunes afirmou não ser “caso para alarme”, mas ressalvou que “todos os cuidados são poucos” apelando ao cumprimento das normas emanadas pela DGS.
A vereadora Cláudia André perguntou ainda qual era o grau em que se encontrava o concelho tendo em conta o aumento de casos, ao que o presidente da Câmara esclareceu que se vivia em “Estado de Alerta”, acrescentando que “não é preocupante, porque a tendência é melhorar e não piorar”.
A semana passada foram identificados casos de covid-19 na Creche do Centro Social São Nuno de Santa Maria, na Escola Básica S. Nuno de Santa Maria, na Escola Básica e jardim-de-infância do Cabeçudo, no Instituto Vaz Serra e na fábrica de confeções Viviana, obrigando ao confinamento de mais de 300 pessoas.

