Momento da retirada de parte da ponte. Foto: António José Ladeiras

A ponte pedonal em madeira sobre a ribeira da Sertã, na zona da Carvalha, que era vista como um dos ex-libris da vila e do concelho, foi desmontada no dia 25 de janeiro, por apresentar problema de segurança.

Foi uma das primeiras decisões do novo executivo camarário liderado pelo PS, após uma vistoria efetuada pelos técnicos do Município que alertaram para o perigo que a travessia representava. Ao fim de 11 anos, a ponte revelava problemas estruturais considerados graves, com falta de condições de segurança, risco de colapso e poucas hipóteses de recuperação.

Para a desmontagem da estrutura, a Câmara contratou uma empresa especializada que recorreu a uma grua e uma máquina, naquilo que foi uma operação aparatosa.

Muitos foram os curiosos que ao longo do dia acompanharam e registaram os trabalhos, sobretudo o momento em que a ponte foi puxada por uma máquina e caiu nas águas da ribeira partindo-se um duas partes.

A decisão da Câmara suscitou acesa polémica das redes sociais, com alguns cidadãos a defenderem a recuperação da ponte e outros a proporem a construção de outra travessia, mas com material mais duradouro. O município da Sertã irá pronunciar-se oportunamente sobre uma eventual substituição daquela infraestrutura por outra semelhante.

A ponte pedonal foi construída em 2010 pela empresa Cofrint – Sociedade de Construções, Unipessoal, Lda, com sede na Sertã, e custou na época 120 mil euros + IVA.

Fotos de António José Ladeiras

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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1 Comentário

  1. Seria útil conhecer o teor do referido relatório dos técnicos do Município.
    Em princípio o engenheiro autor do projeto deveria ter tido a oportunidade de manifestar a sua opinião sobre o assunto.
    É questionável o processo de demolição utilizado, que deve ter tido um projeto, e que conduziu a uma destruição de valor público.

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