O ex-Presidente da Assembleia Municipal da Sertã no uso da palavra. Foto: mediotejo.net

A primeira sessão da Assembleia Municipal da Sertã após a tomada de posse ficou marcada por uma série de “recados” por parte da oposição (PSD) à nova maioria socialista que conquistou o poder após 12 anos de gestão social democrata.

Alfredo Dias (PSD), o anterior presidente da Assembleia Municipal, agora deputado, foi o primeiro a abrir as hostilidades. “O PS terá todas as condições para desenvolver o seu trabalho e aplicar aquilo que defendeu nos últimos anos porque foi o projeto do PS que foi vencedor”, começou por referir o eleito, que lembrou as principais críticas que o PS fazia quando era oposição.

Uma das críticas sistemáticas tinha a ver com as taxas de execução orçamental, que o PSD espera agora que sejam “elevadas”.

Outra tinha a ver com o desenvolvimento dos projetos que são colocados em plano e orçamento e que no anterior Executivo passavam de um ano para o outro. “A nossa expectativa agora é que o PS consiga fazer melhor e que os projetos não passem de uns anos para os outros, são planeados e executados nos anos em que estão previstos”, sublinhou Alfredo Dias, que disse aguardar qual a visão estratégica que o PS tem para o concelho.

Para o ex-presidente da Assembleia Municipal, “o PS tem condições absolutamente únicas para o mandato”, “as mais favoráveis nos últimos 50 anos na Sertã”.

Anunciou que a postura da bancada do PSD vai ser no sentido de “uma oposição construtiva que não vai fazer da política de terra queimada nem de chumbos de secretaria um modo de atuação”.

O autarca fez notar que o PS “herdou um município com saldos positivos contrariamente a outros momentos em que os saldos foram negativos, na ordem dos milhões”.

“Temos um plano de recuperação económica, o PRR, que começa em 2021 e termina em 2025, plano nunca antes visto e que coincide com o mandato do atual Executivo”, realça, para acrescentar que “é uma oportunidade absolutamente única, em especial numa área tão cara para a Sertã que é a área das florestas”.

Só para este setor o PRR tem mais de mil milhões de euros de investimento previsto. “Existem aqui condições para fazer um trabalho de absoluta exceção”, reforçou Alfredo Dias.

Para o ex-presidente da Assembleia, “o executivo tem a possibilidade de ficar na história como aquele que aproveitou essas condições favoráveis e que mais contribuiu para um período de desenvolvimento ímpar no concelho”.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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