A exposição tem como subtítulo “Documentar Realidades Silenciadas” e ficará patente na aldeia do Bravo, na Sertã, até ao final de junho. Foto: Margarida Girão

Chama-se “MUTE” e é a nova exposição da artista plástica Margarida Girão, com inauguração agendada para o próximo dia 22 de abril, sábado, pelas 18h00, na capela do Convento da Sertã.

Esta mostra é o resultado de uma residência artística que a autora realizou na aldeia do Bravo, freguesia de Pedrógão Pequeno, com o apoio do Município da Sertã e inserida no rol de atividades preparatórias da Maratona de Leitura de 2022.

A exposição, que tem como subtítulo “Documentar Realidades Silenciadas”, pretende “interpretar artisticamente com a técnica mixed-media e registar (fotografia e vídeo) as rotinas dos habitantes do Bravo, principalmente das mulheres que ainda trabalham na agricultura e cuidam dos seus familiares”, explicou Margarida Girão, que, durante 6 dias, acompanhou e participou nas rotinas familiares e de trabalho de algumas mulheres.

Para a autora, a escolha do nome para a exposição revestiu-se de alguma ironia: “MUTE porque o que observei no Bravo foi uma realidade que não entendo se é silenciada ou está, por si, em silêncio”, ainda que “o que está exposto resulte da minha visão sobre este ou outro determinado assunto, trazendo consigo o peso de outras experiências por mim observadas e vividas”.

A mostra ficará patente até ao final do próximo mês de junho.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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