O presidente da Câmara da sertã, José Farinha Nunes (PSD) aproveitou o período destinado aos assuntos de interesse para o município, normalmente destinado às intervenções da oposição, na reunião de câmara desta quarta-feira, 12 de abril, para fazer um “breve e categórico esclarecimento ao candidato do PS”, José Luís de Moura.
Não é usual o autarca intervir neste ponto mas, nesta reunião, Farinha Nunes, que também é candidato à Câmara pelo PSD, considerou que deveria intervir por se terem dito algumas “inverdades” no jornal “Comarca da Sertã” e na Rádio Condestável.
Após ter dado os parabéns ao Partido Socialista por ter anunciado o seu candidato à Câmara, considerou que o mesmo apenas foi escolhido pela concelhia do PS para “denegrir e apoucar o Presidente e o Executivo”, não correspondendo minimamente à verdade o que tem sido dito por este a alguns órgãos de comunicação social locais.

O autarca, que também é presidente da concelhia do PSD da Sertã, quis esclarecer que nunca convidou “objetivamente” o candidato do PS para ser cabeça de lista pelo PSD à Câmara da Sertã nem as escolhas são feitas desta forma ou diretamente por si. “Eu, em conversa absolutamente informal entre os dois, em tempos apenas sondei se estaria disponível para ser candidato à Câmara Municipal, para na devida altura informar as estruturas do partido das pessoas que estariam disponíveis. Assim o fiz também com outras pessoas”, disse.
“Decorrente do calendário eleitoral, no inicio deste ano a Comissão Política do PSD da Sertã indicou por unanimidade e aclamação o meu nome para ser novamente cabeça de lista às eleições autárquicas de 2017. Já vi que isso defraudou a ambição e não agradou ao agora candidato do PS”, considera, acrescentado que o artigo publicado a 8 de abril no jornal Comarca da Sertã contém um conjunto de afirmações gratuitas e sem fundamento com a intenção de obrigar a Câmara, o Executivo e o seu Presidente a dedicarem-se “à retórica barata”, ficando assim sem tempo para continuarem a trabalhar em prol e em benefício das suas populações.
“A opinião do candidato do PS acerca do meu valor e do que pensa de mim não me preocupa e é problema exclusivamente seu. Dizer que sou o melhor ou o pior não me acrescenta nem me retira valor algum. Nós vamos continuar a trabalhar para resolver os problemas das pessoas”, concluiu.
