Os voluntários têm realizado vários ações de limpeza. Foto: DR

Meia dúzia de voluntários do grupo Planet Caretakers realizou mais uma ação de recolha de lixo na praia fluvial do Trízio, no concelho da Sertã, culminando com 15 sacos dos mais variados tipos de lixo que se aglomeram nas margens da albufeira de Castelo do Bode.

“Tubos, esferovite, embalagens, rolhas, garrafas são dos materiais mais comuns, que ao degradarem-se formam microplásticos impossíveis de recolher. Os pauzinhos de chupa-chupas e de cotonetes são também um flagelo para a natureza, mas principalmente para a vida animal”, alerta o grupo ambientalista.

Acrescenta que “todo o lixo que produzimos não desaparece, move-se e acumula-se noutro lado, originando paisagens degradantes e assustadoras”.

Prova disso foi a quantidade de resíduos que o grupo recolheu naquela praia fluvial e imediações. No final, dirigiram-se a um ecoponto onde depositaram o lixo separadamente consoante o tipo de material.

É isso que têm feito desde que iniciaram este projeto no caso da albufeira de Castelo do Bode, onde já realizaram várias iniciativas de recolha de lixo ao longo das margens, contando com o apoio de proprietários de barcos tradicionais nas deslocações.

O grupo Planet Caretakers promove recolhas de lixo em praias, matas, rios e outros ecossistemas naturais e urbanos, com o objetivo de “mitigar a enorme pegada do Ser Humano sobre estes espaços fundamentais para o Equilíbrio dos Recursos e Biodiversidade do Planeta”.

“É um projeto que visa promover a Sustentabilidade e a Preservação do Ambiente”, acrescentam os promotores que, através da monitorização de várias equipas de voluntários, espalhadas pelo País, têm procurado aliviar os ecossistemas potenciando a recuperação da sua fauna e flora, bem como consciencializar a população em geral, sobre a urgência e importância dos atos e hábitos de consumo. 

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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