“Um Pouco Mais à Frente, Migrantes climáticos” é o nome do documento áudio que conta histórias de migração e viagem. O projeto que resulta de um trabalho da companhia de teatro “O Bando”, realizado junto de habitantes dos cinco municípios do âmbito do Fôlego (Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei) vai ser apresentado a 18 de junho, na Alameda da Carvalha, entre as 09h00 e as 13h00.
Numa série de passagens pelo território, a equipa artística gravou histórias de migração e viagem, protagonizadas por pessoas de diferentes origens e proveniências que hoje habitam estes lugares. Dessas entrevistas resultou um documento áudio que foi editado com o elenco e será posto em cena nos cinco municípios, relacionando o som da história real, pela voz de quem a conta, com a personagem ficcional do espetáculo “Antes do Mar” (Teatro “O Bando”, 2020) e as palavras de Hélia Correia do romance “Um bailarino na Batalha”.
Durante uma manhã ou tarde cinco personagens ocuparão os centros de cada vila com cinco monólogos com histórias contadas ao ouvido. Na Sertã, a iniciativa acontece na manhã de domingo, dia 18 de junho, entre as 09h00 e as 13h00.
Em Oleiros a atividade irá decorrer no dia 24 de junho, entre as 16h00 e as 20h00 e chega a Vila de Rei no dia 25 de junho, entre as 09h00 e as 13h00.
“Um Pouco Mais à Frente” é um projeto da companhia de teatro “O Bando”, na relação com as comunidades migrantes que pressupõe “um trabalho de proximidade que permita conhecer, compreender e escutar diversas histórias de vida”, lê-se em nota enviada ao nosso jornal.
Ficha técnica
Ideia original: Miguel Jesus
Texto: Hélia Correia
Dramaturgia sonora e encenação: João Neca
Recolha de entrevistas e montagem: João Neca e Miguel Mares
Cenografia: Rui Francisco
Figurinos e adereços: Clara Bento
Produção: João Neca e Raquel Belchior
Agradecimentos: Rita Santana
O FÔLEGO é um programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas em Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei – arranca no Centro de Portugal. O nome do projeto surge da associação do território ao fogo – mas também ao ar, necessário à combustão e à vida – e o programa convida à imersão no património natural por via das artes, apelando à mobilização local, nacional e internacional pela mitigação da crise climática. O FÔLEGO atuará no território entre 2021 e o verão de 2023.


