O presidente da Câmara da Sertã, José Farinha Nunes (PSD) anunciou na reunião do executivo desta quinta-feira, 11 de janeiro, a intenção de fechar o Posto de Turismo – que funciona na Casa da Cultura – aos fins de semana, durante os meses de inverno. Uma intenção que foi contestada não só pelo vereador do PS, Carlos Miranda, como também pelos vereadores do PSD, Cláudia André e Jorge Coluna.
O autarca apoiou-se nos dados estatísticos de 2017, que indicam que o serviço foi visitado por 42 pessoas em meio ano. “A afluência foi reduzida, principalmente aos fins de semana, sendo que aos domingos vieram quatro pessoas em meio ano e aos sábados vieram 38”, referiu o autarca, acrescentando que “não sei se se justifica estar ou não aberto”.
Face a esta informação, a vereadora do PSD, Cláudia André, pediu a palavra para contestar esta decisão de encerrar o Posto de Turismo no Inverno, considerando que a mesma representa um “retrocesso” em relação ao trabalho que fez durante os oito anos em que assumiu o pelouro do Turismo na Câmara. “As portas já estiveram fechadas este fim de semana”, disse, lamentando a situação.

Cláudia André disse que o trabalho feito até agora em torno do turismo acaba por “sair gorado na prestação de serviços aos turistas e visitantes”, recordando o serviço personalizado do atendimento. A antiga vereadora lembrou também que, anteriormente, a filosofia do executivo era a de que “mesmo havendo só um turista a necessitar de atendimento já valia a pena”, uma vez que esse mesmo turista poderia trazer mais gente a visitar o concelho. Questionou ainda sobre o que foi feito com os números estatísticos de 2015 ou 2016. “Não haver atendimento a uma ou duas pessoas que seja é o mesmo que não haver atendimento a ninguém”, referiu.

Também o vereador Jorge Coluna (PSD) abordou esta questão, considerando que o entrave que existe à abertura do Posto de Turismo é um problema de recursos humanos. “Ao sábado e domingo o Posto não vai abrir por falta de recursos humanos e por isso deve ser tido em conta outros serviços que podem complementar a eventual falta de pessoas”, disse. Jorge Coluna sugeriu que, por exemplo, se coloquem mais funcionários na biblioteca, sendo que deste modo já seria mais fácil gerir os recursos humanos.
Já o vereador do PS, Carlos Miranda, mostrou-se surpreendido com estes números que, na sua opinião, dão uma indicação de que algo não vai bem no turismo na Sertã. “Ou o Posto de Turismo não está a funcionar corretamente ou então o turismo na Sertã não é aquilo que a Câmara tentou vender aos eleitores durante a campanha eleitoral”, disse.
No final da reunião, José Farinha Nunes (PSD) disse ao mediotejo.net que estes números estatíticos são “um sinal de que o turista que visita a Sertã não passa pelo Posto de Turismo”, trazendo já o seu percurso previamente estudado. “O que se prevê é que vá fechar aos fins de semana no inverno. Mas só depois de analisar os dados é que, definitivamente, pode ser tomada uma decisão”, confirmou.
Vereadores do PSD distanciam-se de Farinha Nunes
Em relação à tomada de posição dos dois vereadores do PSD, nesta reunião, José Farinha Nunes (PSD) reage com naturalidade. “O responsável pela câmara tem que gerir bem caso contrário o dinheiro não chega. Há pessoas que se preocupam com a gestão e outras não”, começou por dizer. Quanto às opiniões contrárias, vindas de vereadores eleitos pelo mesmo partido que representa na Câmara, o autarca opta por ser pragmático: “sinto que estamos em democracia e não fico nada preocupado com isso. Se cada um disser o que sente, eu analiso melhor a opinião de cada um e quanto mais informação tiver, mais fácil é de decidir. Não me incomoda e nem sequer distingo vereadores que são e não são da oposição. São pessoas”.
O distanciamento dos vereadores do PSD, Cláudia André e Jorge Coluna, em relação à atuação do presidente do executivo foi ainda notório no momento da votação da proposta de nomeação dos representantes do Município para o Instituto Profissional da Sertã. José Farinha Nunes propôs os nomes de Alfredo Lérias, presidente da assembleia municipal e do secretário adjunto, José Simões. Estes dois vereadores do PSD optaram pela abstenção, ao lado dos dois vereadores do PS.

O distanciamento notório do vereador Jorge Coluna foi naquele ponto especifico. Nas votações continuará a votar de acordo com a sua consciência e do programa politico que faz parte, o que poderá ser a favor, abstenção ou contra. E natural que a maioria das vezes seja a favor das posições do presidente.
É interessante saber como vai a “Zona do Pinhal Interior Sul” neste caso a Sertã, pelo que li, nas entre linhas fiquei a saber, que há uma intenção clara, que aos fins de semana a partir das 13 horas de sábado tudo se feche. No seu direito estão,encontro muitos dos que aí moram a passearem em centros comerciais em Lisboa. Mas quando aí me encontro, salva-se o Chinês, para comprar qualquer coisa.
Orlando Nesperal