O Conselho Executivo da FAPOESTEJO. Foto: mediotejo.net

Dezenas de associações de pais das Regiões do Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo estiveram representadas na tomada de posse da Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação (FAPOESTEJO), cerimónia realizada no dia 15 de janeiro na Casa da Cultura da Sertã. A tomada de posse dos novos dirigentes foi pretexto para uma reflexão sobre os desafios que se colocam ao setor da educação em fase de pandemia.

O vice-presidente da FAPOESTEJO, a maior federação de associações de pais do país, abrangendo cerca de 900 escolas das regiões do Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo, apontou ao mediotejo.net como uma das principais preocupações os alunos mais vulneráveis nomeadamente as crianças com necessidades educativas especiais, revelando que esse grupo corresponde a 10% da população escolar abrangida pela Federação, ou seja, cerca de 13 mil crianças. Luís Ferreira diz que o objetivo é continuar a ser o elo entre as escolas e as famílias à procura de soluções de modo a não deixar ninguém para trás.

Quanto aos principais desafios para o mandato de dois anos que agora se inicia, o dirigente refere a aposta na literacia digital que vai ao encontro dos objetivos do governo. “Capacitarmos todos para a os desafios da literacia digital” é um objetivo partilhado com a organização associativa parental europeia (EPA – European Parents’ Association), da qual a FAPOESTEJO é membro de pleno direito.

O Conselho Executivo da FAPOESTEJO. Foto: mediotejo.net

Após a assembleia geral eleitoral e as boas vindas, tomaram posse os novos dirigentes da Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação das Regiões do Oeste, Lezíria Tejo e Médio Tejo, a mais recente e maior Federação de Associações de Pais do país, tendo à sua responsabilidade a representação de três regiões – o Oeste, a Lezíria do Tejo e o Médio Tejo -, com uma área total de 9044 km2 e cerca de 128.500 alunos, de 876 escolas, de 36 municípios.

A cerimónia ficou marcada pela ausência do Presidente reeleito da FAPOESTEJO, Rui Pedro Pires, devido a estar em isolamento, tendo no entanto participado via online. Quem também não esteve presente foi o Secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, ausência para a qual não foi dada qualquer justificação.

A importância e o papel das associações de pais, mais ainda no atual contexto pandémico, foi a tónica dominante das intervenções durante a tarde. O caráter voluntário de quem integra estas organizações e a necessidade de um maior reconhecimento por parte dos responsáveis no setor da educação foram outros aspetos salientados.

Na sessão de abertura, Daniela Almeida e António Lagoa, Presidente da Associação de Pais e Diretor Pedagógico do Instituto Vaz Serra, respetivamente, aproveitaram para falar sobre este estabelecimento de ensino sedeado em Cernache do Bonjardim, a funcionar com contrato de associação, e que acolhe cerca de 300 alunos. “É uma escola conhecida, reconhecida, inclusiva e integradora”, resumiu António Lagoa.

José Carlos Fernandes, Diretor do Agrupamento de Escolas da Sertã durante oito anos, atualmente como Presidente da Comissão Administrativa, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Associação de Pais, dando o exemplo da definição das atividades extra-curriculares.

José Carlos Fernandes, Diretor do Agrupamento de Escolas da Sertã. Foto: mediotejo.net

Os últimos quatro anos no Agrupamento “têm sido extremamente difíceis”, afirmou o responsável exemplificando com a pandemia – transversal a todas as escolas e a todo o mundo -, os incêndios florestais e as obras na Escola Secundária. “São situações que têm dificultado o trabalho da Direção e a vida aos alunos, ano após ano”, lamentou.

Apesar de tudo, reconheceu a importância dos pais no acompanhamento dos seus educandos e da vida na escola, bem como o papel da associação de pais, dando como exemplo algumas iniciativas para trazer os pais à escola. “Tem sido um trabalho extraordinário”, resumiu.

Interveio a seguir o Presidente da Câmara Municipal da Sertã que fez o historial da educação no concelho desde o séc. XVIII, com destaque para o papel desempenhado pelo Seminário das Missões e o Instituto Vaz Serra.

Presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda. Foto: mediotejo.net

Carlos Miranda referiu à Sertã como “terra da educação” passou em revista a “vasta oferta educativa” no concelho, com referência aos estabelecimentos dos três ciclos de ensino, incluindo o ensino profissional, ensino pré-escolar, especial, e a oferta formativa para adultos e os centros Qualifica.

“As associações de pais têm um papel decisivo na criação e implementação dos projetos educativos nas escolas”, defendeu o autarca, que foi professor e Diretor do IVS.

Após a tomada de posse de todos os eleitos que assinaram, um a um, alguns digitalmente, seguiu-se uma Mesa Redonda sobre o tema “Onde para a Escola?”, moderado por Ricardo Nunes, psicólogo da Câmara Municipal da Sertã.

Intervieram Dulce Nunes, Presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas da Sertã, Maria Ribeiro, Diretora da Unidade Pós-secundária e Profissional do Politécnico de Santarém, Jorge Ascenção, Presidente da CONFAP – Confederação Nacional de Associações de Pais e três alunos dirigentes de Associações de Estudantes e Associações de Pais da Região da FAPOESTEJO.

Mesa Redonda “Onde para a Escola” Foto: mediotejo.net

Foi com interesse que os presentes acompanharam os vários depoimentos sobre a “nova escola” que surgiu com a pandemia, os desafios e consequências do ensino à distância, bem como as suas vantagens e desvantagens.  

A sessão terminou com as intervenções de Rui Pires, Presidente reeleito da FAPOESTEJO, Jorge Ascenção, Presidente da CONFAP, Victor Petuya, Presidente da EPA – European Parents Association e Miguel Pombeiro, Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

A realidade e importância do associativismo parental e os projetos educativos que escolas, agrupamentos, autarquias e associações de pais desenvolvem foram algumas das temáticas abordadas.

“Não deixar ninguém para trás”

Em declarações ao mediotejo.net (ver vídeo), o Vice-Presidente da FAPOESTEJO aponta como uma das principais preocupações os alunos mais vulneráveis nomeadamente as crianças com necessidades educativas especiais, revelando esse grupo corresponde a 10% da população escolar abrangida pela Federação, ou seja, cerca de 13 mil crianças.

Luís Ferreira diz que o objetivo é continuar a ser o elo entre as escolas e as famílias à procura de soluções de modo a não deixar ninguém para trás.

Quanto aos principais desafios para o mandato de dois anos que agora se inicia, o dirigente refere a aposta na literacia digital que vai ao encontro dos objetivos do governo. “Capacitarmos todos para a os desafios da literacia digital” é um objetivo partilhado com a organização associativa parental europeia (EPA – European Parents’ Association), da qual a FAPOESTEJO é membro de pleno direito.

A ideia de criação da FAPOESTEJO surgiu de um grupo de Associações de Pais, que já estão organizadas entre si e realizam ações conjuntas desde 2016.

Segundo os dirigentes, o grupo tem crescido de forma consistente, com a realização de Encontros Regionais para as Associações de Pais e para os Encarregados de Educação e organização de webinares, sempre focados na defesa do superior interesse das Crianças e Jovens.

É com este espírito “de união, de partilha de ideias e opiniões diversas” que a FAPOESTEJO pretende “ajudar o Movimento Associativo Parental (MAP) a crescer, onde, em conjunto com as Escolas, as Associações de Pais e os Encarregados de Educação, apresentarão soluções conjuntas e desenvolverão projetos de desenvolvimento de capacitação parental, com enfoque no objetivo da melhoria contínua da educação”.

ÓRGÃOS SOCIAIS DA FAPOESTEJO 2022/23

Assembleia Geral

Presidente – Liliana Alonso – Agrup. Escolas Fernando Casimiro Pereira Silva – Rio Maior

1º Secretário – Isabel Oliveira Marinhas do Sal – Rio Maior

2º Secretário – Círio Ligeiro – Agrup. Escolas Abrigada – Alenquer

Suplente – Sónia Faia – D. João II – Santarém

Suplente – Emanuel Fernandes – Escola Básica do Bonito – Entroncamento

Conselho Executivo

Presidente – Rui Pedro Pires Agrup. – Escolas Carregado, Alenquer

Vice Presidente – Luís Ferreira – Fazendas de Almeirim – Almeirim

Secretário – Pedro Moisés – Agrup. Escolas Alcanena

Tesoureiro – Carlos Martinho – Ginestal Machado – Santarém

Vogal – Ana Laranjinha – Agrup. Escolas Samora Correia – Benavente

Vogal – Silvia Pinela – Agrup. Lourinhã

Vogal – Daniela Almeida – Instituto Vaz Serra – Cernache do Bonjardim – Sertã

Suplente – Pedro Simões – Agrup. Escolas da Chamusca – Chamusca

Suplente – Ângela Arsénio – Alexandre Herculano – Santarém

Suplente – Luis Monteiro – Agrup. Escolas de Arruda dos Vinhos

Suplente – Marta Henriques – Marmeleiro – Tomar

Suplente – Eunice Ferreira – Ourém

Suplente – Tito Santos -Centro Escolar de Alcobaça

Suplente – Margarida Matias – Agrup. José Relvas – Alpiarça

Suplente – Pedro Raposeira – Almeirim

Suplente – Dora Sinogas – Associação Freiria – Torres Vedras

Suplente – Lena Timóteo – Agrup. Escolas Raúl Proença – Caldas da Rainha

Suplente – Marta Carlos – Combatentes – Santarém

Suplente – Elisabete Silva – Sá da Bandeira – Santarém

Suplente – Elisabete Mendes – Agrup. Escolas Golegã, Azinhaga e Pombalinho

Suplente – Carmen Antunes – Secundária Augusto Silva – Rio Maior

Suplente – Mariana Demétrio – Associação Casével – Santarém

Suplente – Carmen Pereira – Associação Alcanede, Abrã e Amiais de Cima – Santarém

Suplente – José Coelho – Marinhais – Salvaterra de Magos

Suplente – Ana Camará – Agrup. Escolas Fernando Casimiro Pereira Silva – Rio Maior

Conselho Fiscal

Presidente – Susana Martins – Esc. Sec. Dr. Manuel Fernandes – Abrantes

Vogal – Natália Margarido – Esc. Sec. Dr. Manuel Fernandes – Abrantes

Vogal – Cristina Oliveira – Agrupamento de Escolas Ginestal Machado – Santarém

Vogal – Raquel Marques – Agrup. Esc. Sobral Monte Agraço

Vogal – Joana Silva – Valado de Frades – Nazaré

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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