Filarmónica União Sertaginense celebra 192.º aniversário com concerto na Casa da Cultura. Foto: FUS

Em três assembleias gerais eleitorais consecutivas da Filarmónica União Sertaginense não surgiu qualquer lista candidata aos órgãos sociais desta coletividade que em dezembro completou 190 anos de história. A quarta tentativa, agendada para 1 de maio, será a derradeira, segundo a direção que mantém a gestão corrente. Vítor Cavalheiro, presidente da Filarmónica há 20 anos, tem lançado apelos “à sensibilidade dos sócios da coletividade para que a FUS não caia num vazio diretivo”.

Na primeira assembleia geral, realizada a 28 de dezembro de 2020, um dos pontos da ordem de trabalhos seria a eleição dos novos órgãos sociais, mas não se apresentou qualquer lista a sufrágio.

O mesmo aconteceu nas assembleias de 30 de janeiro e 10 de abril deste ano, apesar dos insistentes apelos dos atuais dirigentes para que fosse constituída uma lista e mesmo perante o risco de vazio diretivo. Nenhum sócio se disponibilizou até agora para integrar uma comissão administrativa.

A quarta tentativa, agendada para 1 de maio, será a derradeira, já que os elementos que restam da anterior direção e que mantêm apenas a gestão corrente da Filarmónica Sertaginense já fizeram saber que “estarão, a partir dessa data, totalmente indisponíveis para continuar neste impasse extremamente prejudicial para a coletividade”.

Vítor Cavalheiro, presidente da Filarmónica há 20 anos, tem lançado apelos “à sensibilidade dos sócios da coletividade para que a FUS não caia num vazio diretivo”.

Também Laureano Esteves, antigo dirigente, músico e monitor, publicou nas redes sociais um apelo a todos os que “gostam de Música e amam a Sertã, tenham tempo disponível, e se sintam com capacidade para isso”, para que reúnam os Amigos e apresentem urgentemente uma lista.

“Sejamos dignos da herança prestimosa que os nossos Antepassados nos legaram, e temos a obrigação de transmitir aos vindouros”, apelou.

Vitor Cavalheiro preside à coletividade há mais de 20 anos. Foto: mediotejo.net

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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