Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje na Sertã que os responsáveis políticos estão a fazer o que podem mas é preciso mais (Foto arquivo: mediotejo.net)

Um pedaço de osso e a fivela de um cinto são os únicos indícios encontrados até agora nas buscas para tentar localizar o corpo de Libânio Cardoso, 70 anos, única vítima mortal do incêndio registado no concelho da Sertã nos dias 15 e 16. O caso aconteceu em Vale do Laço, na Freguesia de Troviscal.

Apesar dos esforços das autoridades, até agora não foi encontrado o corpo. Bombeiros e familiares garantem que o homem ficou no interior da casa quando esta estava tomada pelas chamas. O irmão, Américo, com quem vivia, ainda o tentou puxar para fora de casa mas não conseguiu porque o soalho começou a ceder.

GNR e trabalhadores da autarquia removeram todos os escombros e apenas encontraram aqueles dois vestígios. Por isso, ganha cada vez mais consistência a ideia de que, devido à intensidade do calor, o corpo da vítima se transformou em cinza como se de uma cremação se tratasse.

Presidente da República conforta irmão da vítima e cunhada (Foto: mediotejo.net)

O comandante dos bombeiros, Alexandre Silva, não põe de parte essa hipótese até porque alguns objetos como sinais de trânsito, em metal, derreteram durante o incêndio. A ideia é corroborada pelo Presidente da Junta, pelo Presidente da Câmara e por moradores do lugar.

No dia 15, os irmãos Libânio e Américo optaram por ficar em casa, apesar de terem sido alertados pela GNR para o perigo que corriam perante a progressão do incêndio. Apenas Américo se salvou, com algumas queimaduras.

Neste sábado, dia 21, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou as áreas afetadas pelo incêndio e parou em Vale do Laço onde o esperavam familiares da vítima mortal e alguns moradores.

Dada a dificuldade de acesso ao local onde se registou o caso fatídico, a comitiva presidencial estacionou as viaturas a cerca de 300 metros e percorreu o caminho a pé por entre a floresta ardida.

Foi com emoção e tristeza que Marcelo Rebelo de Sousa confortou os familiares da vítima. Ao mesmo tempo deixou palavras de incentivo para a necessária reconstrução e prometeu não esquecer a tragédia.

Ao fundo, os escombros da casa onde Libânio Cardoso perdeu a vida (Foto: mediotejo.net)

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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