Ser fresca, bem fresquinha. Esta é condição sine qua non para se beber qualquer cerveja. Pelo menos foi o que disseram a maioria dos apreciadores com quem o mediotejo.net falou na quente tarde de 2016, durante a terceira edição do PROVART – Festival de Cerveja Artesanal, evento que regressa este fim de semana à Sertã. O evento leva mais de 80 rótulos de cerveja artesanal produzida no país à Alameda da Carvalha e decorre até domingo, dia 25 de junho. Por aqui e acolá viam-se grupos de amigos mas também, curiosamente, famílias inteiras que ali foram desfrutar um pouco do seu tempo em convívio. Este ano, o programa musical também promete animar a festa da cerveja artesanal.

O primeiro stand, depois do da organização, é o da cerveja Celinda, a cerveja oficial do PROVART. Foi criada em 2014 por dois amantes da cultura cervejeira, Carla Rodrigues e Bruno Dias, que neste dia não têm mãos a medir. Aliás, quem compra o copo oficial do evento – custa 4 euros – tem direito a provar Celinda, abrindo as hostilidades para mais de 80 provas diferentes, entre avelã, chili e chocolate ou cerveja escocesa, em 16 expositores cervejeiros vindos de todo o país, sendo a maioria do norte e centro.

Carla Rodrigues, mentora da Celinda, explica ao mediotejo.net o que torna esta cerveja tão especial. “É uma cerveja de trigo, com um ligeiro aroma a banana. É especial devido à sua cremosidade, frescura, muito leve para se beber… ideal para se beber num dia tão quente como o de hoje”, refere, acrescentando que os comentários dos apreciadores são positivos.
Em relação ao evento, refere que o tempo quente afasta os apreciadores durante o dia mas que à noite o recinto enche-se de pessoas de todas as idades. Um facto que o mediotejo.net registou à medida que a noite caía. “O Festival está a correr muito bem. Estamos com dois dias de muito calor o que é bom para puxar beber a cerveja. Temos uma programação bastante diversificada para além dos stands cervejeiros. Temos concertos, animação teatral na rua o que acaba por atrair as pessoas”, disse ao mediotejo.net. O mais gratificante, garante, é ver que as pessoas se estão a divertir, “num convívio de bastante alegria”, enquanto degustam as cervejas.

Paula Claro, uma das apreciadoras, acabou de dar um trago na Celinda e comprova isso mesmo. “É óptima. É encorpada e não é muito ácida o que é excelente”, refere. Acompanhada pelo marido, Floberla Jorge elege a leveza e a textura do sabor. “Esta é diferente da que compramos nos supermercados”, atesta.
Outro apreciador de Celinda foi José Trigo para quem a cerveja tem que ser, acima de tudo, bem fresquinha. “Já experimentamos a Barona, a Luzia e a Celinda. Gosto especialmente do sabor amargo da cerveja mas o que dou mais valor é ao facto desta estar fresca, ainda por cima num dia de bastante calor como o de hoje”, disse, acompanhado pela esposa enquanto passava um grupo de teatro pelo recinto.

Na última edição, os amantes da cerveja artesanal tiveram ainda oportunidade para aprender a fazer a sua própria cerveja a partir de grãos de cevada, lúpulo, levedura e outros ingredientes nos workshops gratuitos. Por sua vez, os amantes dos produtos locais têm oportunidade de visitar os stands com iguarias e artesanato.
Este ano, no recinto do festival, vão estar aos dispor dos visitantes alguns stands com artesanato, produtos regionais e as roloutes de “street food”, permitindo aos visitantes uma degustação completa dos sabores das cervejas com o que melhor temos na gastronomia nacional.
À semelhança dos anos anteriores, nesta edição, o festival irá contar com muita animação musical, entre eles, os Anaquim, Dj Roky Roberto, Rock N Road, Boca Doce, Bonnie & Clyde’s Gang, Bichos Carpinteiros e The Gin Bowlers.
O evento tem entrada gratuita, sendo aberto a todas a faixas etárias, sendo apenas cobrado os valores do copo oficial e dos produtos consumidos.
