Décio Ramos, sócio-gerente do snack-bar 120. Foto: mediotejo.net

Por estes dias, o snack-bar 120, em Cernache do Bonjardim, na Sertã, é o centro das atenções. Tudo porque foi naquele estabelecimento no centro da vila que foi registado o boletim premiado como jackpot do Euromilhões no valor de 79 milhões de euros.

Décio Ramos, sócio-gerente do estabelecimento, mal recebeu o telefonema da Santa Casa a dar conta da novidade, diz que ficou nervoso sem saber o que havia de fazer. O primeiro contacto foi com os pais, que também gerem o mesmo espaço comercial, para saber se era a eles que tinha calhado o jackpot.

Após uma noite mal dormida, no dia seguinte foi a curiosidade que atraiu ao local jornalistas e moradores, para além dos clientes habituais. Décio Ramos conta que na sexta feira, dia de novo sorteio, a casa voltasse a encher de apostadores. Apesar de haver quem tenha a superstição de que, uma vez saído ali jackpot, já não volte a sair na mesma porta.

A maior curiosidade está em saber quem foi o feliz contemplado mas essa informação continua por revelar. Na vila especula-se sobre vários nomes, mas até agora nada se confirmou até porque o novo “excêntrico” tem 90 dias para reclamar o prémio junto da Santa Casa.

Décio Ramos tem a expectativa de que o premiado “ajude as pessoas da terra, que faça alguma coisa pela terra e que ajude a família”. Se fosse ele o contemplado garante que “ajudava os amigos, fazia qualquer coisa pela vila, pelo clube da terra, pelo lar e vendia o bar para ficar mais descansado”.

É a primeira vez que um prémio daquele valor sai no snack bar 120, onde já foi dado um quarto prémio do Euromilhões, no valor de três mil euros, e dezenas de prémios em raspadinhas.

Este ano foi a primeira vez que saiu o primeiro prémio do Euromilhões em Portugal.

Snack bar 120 em Cernache do Bonjardim. Foto: mediotejo.net

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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