Os seis primeiros elementos da lista do PS à Câmara da Sertã (Foto: mediotejo.net)

“Mudança” e “desafio de uma geração” foram as palavras chave dos discursos na apresentação dos candidatos do PS aos órgãos autárquicos na Sertã, durante um jantar realizado no dia 17, na Quinta de Santa Teresinha, na localidade de Cabeçudo, a poucos quilómetros da vila.

Estava anunciada a presença de António Costa, secretário geral do PS, atual Primeiro Ministro, mas à última da hora informou não poder participar enviando apenas uma mensagem vídeo e fazendo-se substituir por Miguel Freitas, dirigente do PS e atual Secretário de Estado das Florestas.

Uma ausência que não demoveu os 777 apoiantes que participaram no jantar, segundo números da organização.

Participaram no jantar mais de 770 pessoas (Foto: mediotejo.net)

O candidato à Câmara é o independente José Luís Jacinto, ex-assessor de Cavaco Silva como Primeiro Ministro e como Presidente da República, ex-Presidente e atual deputado da Assembleia Municipal da Sertã eleito pelo PSD, partido de que se afastou devido a divergências quanto à atual gestão camarária.

Com 54 anos, o candidato, jurista e professor universitário em Lisboa, surge como a esperança de o PS recuperar a Câmara após oito anos de gestão social-democrata marcada, na sua opinião, pela “passividade”.

“Farinha Nunes quer mais quatro anos para quê?”, questiona o candidato socialista criticando o atual Presidente da Câmara a quem acusou de “ter medo do debate”.

José Pedro Leitão é o candidato à Assembleia Municipal (Foto: mediotejo.net)

“Este ciclo de passividade tem de acabar, há que começar a mudança, é preciso fazer renascer o concelho da Sertã, é urgente o desafio da nossa geração”, anuncia num discurso empolgado e mobilizador.

José Luís Jacinto aponta algumas das medidas que tenciona concretizar para fixar os jovens, valorizar o território, recomeçar a floresta, incentivar a economia local, entre outros objetivos.

“Defender apaixonadamente a nossa terra, ter uma voz mais forte” são alguns dos seus objetivos.

Na mesma linha, o candidato à Assembleia Municipal, José Pedro Leitão, professor da Universidade de Coimbra, de 40 anos, criticou o “marasmo de ideias”, “o imobilismo”, as “decisões imediatistas”, as “promessas populistas” e a gestão “sem rumo e sem estratégia” do atual Executivo e da candidatura do PSD.

Apresenta a candidatura do PS como “uma brisa renovadora que corre na zona do Pinhal”. “A Sertã não pode esperar mais”, apelou.

Os candidatos a todas as freguesias (Foto: mediotejo.net)

Intervieram ainda Miguel Freitas, dirigente do PS e atual Secretário de Estado das Florestas e a deputada e líder distrital do PS, Hortense Martins, com palavras de incentivo à candidatura e abordando temas de âmbito nacional onde a temática dos incêndios não podia ficar de fora.

Reconhecendo que “as coisas não correram bem”, destacaram em contrapartida a luta pelo fim das portagens na A23 e as conquistas do governo a nível económico e financeiro.

Na sua mensagem em vídeo dirigida a um dos concelhos mais fustigados pelos incêndios, António Costa referiu-se à necessidade de reordenamento da floresta.

Ausente na sessão, António Costa enviou uma mensagem em vídeo (Foto: mediotejo.net)

Na lista para a Câmara, José Luís Jacinto faz-se acompanhar por Carlos Miranda, Cristina Nunes, Pedro Helder Vasconcelos, Rui Antunes, Maria Natália Ribeiro e António Ferreira dos Santos.

Foram também apresentados os candidatos às juntas de freguesia: Cabeçudo – José António Pires da Silva, Carvalhal – José António Vicente Nunes, Castelo – Paula Maria Fernandes, Pedrógão Pequeno – Manuel Antunes Dias, Sertã – Vitor Manuel Farinha, Troviscal – António Carmo Nunes da Silva, Várzea dos Cavaleiros – Maria Gracinda Marçal, União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais – Vitor Manuel Cavalheiro, União de Freguesias de Cumeada e Marmeleiro – Nuno Miguel Farinha e União de Freguesias de Ermida e Figueiredo – Regina Maria Pereira.

Aproveitando a letra da canção dos Deolinda “Seja Agora”, a candidatura do PS adotou como slogan a frase “Mudança e que seja agora”.

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José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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