O executivo camarário da Sertã, reunido a 26 de abril, aprovou por maioria o Relatório de Gestão e as Contas de 2016, sendo que os vereadores do Partido Socialista (PS) optaram pela abstenção. A receita total arrecadada em 2016 foi de 14 milhões 317 mil e 829 euros, sendo que a taxa de execução da receita foi de 82% mas o que salta à vista no documento é o descréscimo do passivo e o aumento dos resultados líquidos, que passou de 844 mil euros negativos (2015) para 298 mil euros positivos (2016).

Presidente da Câmara da Sertã, José Farinha Nunes (PSD) fez um resumo do que aconteceu em 2016 Foto: mediotejo.net

“O Relatório foi um dos melhores dos últimos anos e por isso estou satisfeito porque houve uma inversão da tendência da situação líquida, que passou de negativa para positiva. Conseguiu-se executar 82% em relação aquilo que estava previsto, o que é muito bom”, disse o autarca ao mediotejo.net, acrescentando que esta execução só não foi superior porque não conseguiram aprovar todas as candidaturas. O autarca explica que estes números têm a ver com a contabilidade do Património.

“Em 2016, aumentámos o valor do património porque adquirimos casas e imóveis. O nosso saldo negativo devia-se a que a mão-de-obra, nas obras de administração direta, não era lançada nas próprias obras e isso fazia com que o património não correspondesse ao valor real. Neste momento, temos ainda dívida de médio e longo prazo mas algo perfeitamente controlável”, atesta.

Contas estiveram em discussão na última reunião de executivo camarário Foto: mediotejo.net

Antes da votação do documento, José Farinha Nunes (PSD) mostrou alguns dos resultados obtidos, salientando alguns aspectos que considera mais relevantes. “A receita total diminuiu 4% face ao ano 2015, as receitas fiscais tiveram um decréscimo de 1,5 por cento face ao ano anterior também, porque o IMI desceu, mas as despesas totais do município também tiveram um decréscimo de 6%. Ou seja, a receita diminui mas a despesa também”, referiu o autarca.

José Farinha Nunes realçou que a taxa de execução da receita corrente e da despesa corrente registaram um melhor desempenha o que demonstra “o crescente rigor e prudência que se tem tido na elaboração do orçamento”. O autarca disse ainda que os rendimentos de propriedade resultam da exploração da rede de distribuição eléctrica pela EDP, dos parques eólicos, das rendas e dos centros electroprodutores e em 2016 houve uma pequena diminuição (0,6%) em relação a 2015. Registou-se ainda um aumento de 3% com despesas de pessoal que se deve à reposição de vencimentos.

Em relação aos investimentos, o autaca dá conta das empreitadas que estão a decorrer como sendo as obras do edifício dos Paços do Concelho, obras na Av. Gonçalo Rodrigues Caldeira, o Complexo de Ténis em Cernarche do Bonjardim e a benefiação das ribeiras.

O vereador do PS, Vítor Cavalheiro, fez uma intervenção sobre este assunto, justificando a sua abstenção. “Em 2016, na minha perspectiva, a execução ficou aquém das expectativas. Este ano vai ser tudo melhor porque é ano de eleições. Este ano, pintou a conta de gerência da cor da oposição, de cor-de-rosa, quando a podia ter pintado de outra cor”, ironizou.

Vítor Cavalheiro leu uma curta declaração para a ata. “Entendo que hoje, passados 8 anos, sendo esta a última conta de gerência em que participo como membro do executivo municipal não irei fazer qualquer análise aos resultados de gestão”,  justificou.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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