A Biblioandante pertence ao Município da Sertã. Foto: CMS

A Biblioteca Itinerante da Sertã (Biblioandante) foi a única biblioteca itinerante portuguesa a participar no X Congresso Nacional de Bibliotecas Móviles, que decorreu entre os dias 21 e 23 de outubro, na cidade espanhola de Pamplona.

A organização do encontro, que juntou várias congéneres oriundas de toda a Espanha, foi da ACLEBIM – Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles.

Relata a autarquia sertaginense que “a presença da Biblioandante foi bastante notada, com muitos dos presentes a quererem conhecer in loco o interior da Biblioteca Itinerante e os serviços disponibilizados”.

A Biblioandante, propriedade do Município da Sertã e com coordenação a cargo da Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes, aproveitou ainda o congresso para dar a conhecer o que se faz no concelho da Sertã nesta matéria, bem como a realidade local. Com a biblioteca itinerante, viajaram Ana Sofia Marçal, coordenadora da Biblioteca Municipal, e Elisa Dias, que semanalmente assegura, conjuntamente com Catarina Esteves, a circulação deste projeto.

Para Carlos Miranda, presidente do Município da Sertã, “a participação da Biblioandante neste congresso foi, não só, o reconhecimento do excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por esta biblioteca itinerante, como também a oportunidade de dar a conhecer a Sertã e as suas potencialidades culturais em Espanha”.

O congresso, que teve lugar nas instalações da Biblioteca Geral de Navarra, contou ainda com a inauguração da exposição «Bibliotecas Itinerantes: lugares de futuro», propriedade do Município da Sertã e concebida por ocasião da 9.ª edição da Maratona de Leitura, em 2021.

Referência também para a apresentação, durante o congresso, da obra «Homens Livro», de Rui Guedes, Bento Ramires e Carlos Marta, que contou com o apoio à edição do Município da Sertã. Como os autores revelam, “sem a pretensão de ser um relato histórico ou a descrição cronológica de eventos ocorridos durante o seu período de funcionamento, Homens Livro é o apelo à memória individual e coletiva das Bibliotecas Itinerantes Gulbenkian”.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *