Reunião da Câmara da Sertã. Foto: mediotejo.net

Foi com surpresa que os autarcas da Câmara da Sertã tomaram conhecimento da alegada colheita e venda por parte da Infraestruturas de Portugal (IP) de cortiça dos sobreiros que estão nas bermas da Estrada Nacional 2 entre Pedrógão Pequeno e Sertã, tendo pedido esclarecimentos àquela entidade.

O referido troço está desclassificado e por isso a sua manutenção (via e bermas) é da responsabilidade do município e não das Infraestruturas de Portugal (IP), entidade que anunciou a venda da cortiça das árvores que se encontram na berma daquela estrada.

O problema foi levantado pelo vereador Paulo Luís (PSD), na reunião de Câmara realizada a 26 de agosto.

Na ausência do presidente da Câmara Municipal da Sertã por motivo de férias, coube ao vice-presidente, Rui Antunes (PS), explicar a situação, manifestando também a sua surpresa pelo sucedido.

O autarca revelou que, após terem conhecimento do caso, enviaram um ofício à IP a questionar quem retirou a cortiça e quem autorizou, ao que a IP respondeu perguntando em que local tal teria acontecido. A Câmara já respondeu e aguarda os esclarecimentos.

O vereador António Xavier (PS) interveio dizendo que se tratava de um valor simbólico, ao que o vereador Paulo Luís (PSD) retorquiu: “nem que fosse só um cêntimo, não podemos descurar”.

O presidente da Câmara concordou que não estava em causa o valor do material, mas sim a atitude, uma vez que é a autarquia que tem a responsabilidade da manutenção da estrada.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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