A Assembleia Municipal da Sertã, reunida através de videoconferência, no dia 30 de junho, aprovou por maioria PSD as contas do Município relativas a 2020, com oito abstenções da bancada do PS.
A abordagem do assunto começou com a explicação do presidente da Câmara que caracterizou o documento como “claro, transparente e de fácil interpretação”, uma vez que foi elaborado com base no novo sistema de contabilidade.
José Farinha Nunes argumentou que houve candidaturas que não foram aprovadas atempadamente o que impossibilitou as respetivas obras. Além disso, a pandemia Covid-19 “também não permitiu que as empresas correspondessem à execução”. Fatores que explicam a diferença entre aquilo que estava previsto inicialmente no orçamento e o resultado no final do ano.
Segundo números apresentados pelo autarca, a despesa global ficou-se pelos 72% do orçamento, enquanto a execução da receita global foi de 91%.
No final do ano, o total do ativo era de 59 milhões e 854 mil euros e o passivo era de 2 milhões e 857 mil euros.
Farinha Nunes destacou o saldo de caixa, que era de 1 milhão 155 de euros positivo, e a despesa total foi de 14 milhões e 656 mil euros.
No Plano Plurianual de Investimentos (PPI), a prioridade foi para as funções sociais que absorveram as maiores percentagens, 35 por cento da despesa de investimento. Destaca-se a reabilitação da Escola Secundária da Sertã, a valorização da Praça da República e Zona Histórica e a beneficiação do Pavilhão Desportivo e Campo de Treinos de Cernache do Bonjardim.
Nas funções económicas o investimento representou 34 por cento, com maior relevância para melhoramento na rede viária.
Do lado da maioria, interveio o deputado municipal João Carlos Almeida (PSD), que considerou serem as contas marcadas pelo combate à pandemia, sem deixar de enaltecer as “boas contas” da Câmara e de criticar “o desespero” da oposição.
Da parte da oposição, coube ao deputado municipal e economista Jorge Manuel Farinha (PS) dissecar o documento das contas do Município referente a 2020. O eleito do PS referiu alguns itens com zero de execução e criticou as “recorrentes promessas orçamentais”. Depois de lamentar a falta de alguma informação, defendeu que “a pandemia não pode explicar tudo”.
