Foto: mediotejo.net

A Assembleia Municipal da Sertã aprovou, na passada sessão ordinária de dia 30 de abril, o relatório de contas referentes ao ano 2017. José Farinha Nunes (PSD), presidente da CM Sertã congratulou-se pela “boa saúde financeira” do município que o executivo por si liderado gere, destacando o aumento dos investimentos, e uma taxa de execução de 89%. O documento foi aprovado por maioria, com nove abstenções.

Após a apresentação extensa, numa abordagem a todo o documento, o autarca sertaginense notou ao mediotejo.net alguns pormenores de destaque no relatório de prestação de contas do ano transato, nomeadamente “o aumento da receita, que se deve ao saldo que transita da gerência anterior, cerca de 1 milhão e 300 mil euros”, bem como o “aumento de investimentos, com destaque para algumas obras previstas e efetuadas”.

José Farinha Nunes não deixou de sublinhar a taxa de execução de 89%, lembrando que “no ano passado foi de 85%, aconselha-se em 87% e nós ultrapassámos em dois por cento”.

Em relação às receitas e despesas, houve um balanço positivo de 1 milhão e 274 mil euros, segundo indicou o autarca.

O resultado líquido é negativo, mas Farinha Nunes (PSD) notou que isso se deve às obras por administração direta. “Quanto ao resultado líquido, porque estamos a fazer muita obra por administração direta, não lançamos a mão-de-obra, é só as faturas dos materiais, e daí o resultado líquido ter sido de menos de -990 mil euros. Se lançássemos os custos com pessoal, ultrapassava e ficava positivo. Não nos preocupa porque há essa justificação”, terminou.

Quanto à boa saúde financeira do Município da Sertã, Farinha Nunes confirmou o facto, dizendo que “não há dúvida nenhuma, nos últimos anos tem sido assim, felizmente”.

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Quanto à receita, houve um crescimento de 8,2%, mas deve-se ao saldo da gerência anterior; notou-se ainda o aumento de 18% na amortização de empréstimos (443 mil euros), bem como a redução do passivo para 11% e redução de dívida a terceiros na casa dos 36%. Por outro lado, a taxa de derrama diminuiu para 1%, por forma “a estimular a atividade das pequenas e médias empresas do concelho”, justificou o autarca.

Por fim, salientou-se os 3 milhões e 280 mil euros em investimento previsto realizado, em obras como envolvente da Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim, o Monte da Senhora da Confiança, a limpeza e intervenção em cursos de água, o abastecimento de água à zona poente do concelho, na freguesia de Cernache do Bonjardim, e a requalificação da Avenida Gonçalo Rodrigues Caldeira, requalificação de diversos arruamentos e estradas e a obra de requalificação do edifício dos Paços do Concelho.

Pela bancada do PS, o deputado Jorge Farinha interveio sobre o documento, referindo ser “técnico” e que “a discussão que o plenário é chamado a fazer não é certamente técnico, mas sim, discussão política, isto é, o grau de realização das escolhas políticas que estiveram na base do orçamento e das suas sucessivas revisões”.

O deputado socialista salientou ainda que “as sucessivas alterações orçamentais não constam no documento” e que as alterações sucederam “em quantidade suficiente para subverter o orçamento inicial aprovado e discutido, e trazer para um grau de realização final superior àquele que seria o projetado para o inicial”.

Sobre o resultado líquido negativo, mencionou que este se “deteriou face ao ano anterior [2016] em cerca de 1.3 milhões de euros”, referindo que as leis seriam as mesmas e mostrando não compreender a gestão que levara ao resultado negativo.

Foto: mediotejo.net

Já pela bancada do PSD, o deputado João Carlos Almeida começou por referir que, da parte da bancada do PSD, não existiam dúvidas quanto ao sentido de voto favorável das contas de 2017. Na ocasião, o eleito começou por “felicitar o executivo e os serviços financeiros da Câmara pelo rigor da informação que revela profissionalismo e dedicação”.

“Temos um relatório de contas direcionado para as pessoas, pelo rigor e eficiência, a realizar investimentos em áreas prioritárias para o desenvolvimento do concelho e melhoria da qualidade de vida dos sertaginenses através da intransigente manutenção da sustentabilidade financeira do município, continuando a aliviar progressivamente a carga fiscal dos munícipes”, referiu ao longo da sua intervenção, concluindo que o relatório de contas assume “um enquadramento realista e consistente”.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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