A vegetação vai tomando conta do edifício (Outubro de 2021). Foto: mediotejo.net

O Hotel da Foz da Sertã, abandonado desde os anos 80, tem novo proprietário, a imobiliária LAFI, de Cascais, que adquiriu o imóvel e terrenos envolventes a outra imobiliária. O mediotejo.net chegou à fala com Luís Abreu Freire, sócio gerente da LAFI – Compra e Venda de Imobiliário Unipessoal, Lda, mas este empresário pouco adiantou sobre o destino a dar à antiga unidade hoteleira situada na margem direita da albufeira de Castelo do Bode, na União de freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais.

“Ainda estamos em estudos, ainda não há nada em concreto, vamos ver o que é que será”, responde Luís Abreu Freire, quando questionado sobre o destino a dar ao Hotel da Foz da Sertã.

“São processos muito lentos e estamos mesmo no começo. Não haverá novidades tão cedo”, acrescentou, sem querer adiantar mais pormenores sobre o negócio ou sobre o projeto.

A empresa imobiliária Lafi aposta num segmento premium, tendo projetos em zonas como a Quinta da Marinha, Penha Longa, Estoril ou Cascais.

O Hotel da Foz da Sertã nasceu no seguimento da Casa da Água da Foz da Sertã, uma fábrica de engarrafamento da água termal, que remonta a 1894, utilizada no tratamento de problemas de digestão, infeções, diarreias, problemas gastrointestinais e diabetes.

Foi o empresário Júlio Martins que, ao aperceber-se do potencial da exploração de águas medicinais, e tendo em conta a localização privilegiada sobre o rio Zêzere e a albufeira de Castelo do Bode, investiu na construção de um hotel na zona.

Em 1975, a unidade foi ocupada pelos chamados retornados das ex-colónias que ali permaneceram alguns anos. As instalações foram-se degradando e sendo alvo de atos de vandalismo ao ponto de serem abandonadas.

O penúltimo proprietário cuidou de entaipar portas e janelas para evitar a entrada de intrusos que agravavam o estado de degradação do edifício.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Deixe um comentário

Leave a Reply