O Castelo da Sertã encheu para receber os espetáculos de encerramento da 13ª Maratona de Leitura da Sertã, um festival literário cuja edição 2025 foi alusiva ao “Medo”. O evento levou ao concelho da Sertã, de 3 a 5 de julho, mais de 100 convidados e 80 atividades em torno do livro e da leitura.
O tradicional encerramento da Maratona de Leitura e das 24 horas a ler aconteceu no sábado, no recinto do Castelo da Sertã, com três espetáculos: “Cartografia do medo ao vivo”, com direção artística de André Neves (Maze); “A faca não corta o fogo”, com Pedro Lamares e André ‘Pancho’ e “A consonância do medo”, com Marco Figueiredo, Grupo Coral do Sertanense Futebol Clube, Grupo de Jovens Dar+, Filipe Lopes, Isaque Ferreira, Jorge Serafim e Renato Filipe Cardoso.
Com a direção artística de Maze (André Neves), “A Cartografia do Medo” lançou o mote na última noite da Maratona de Leitura e proporcionou um momento intenso: desconstruiu preconceitos e enfrentou fobias, através das narrativas em que cada um dos participantes se permitiu superar os medos, mostrando que o segredo é tão só “ter fé”.
Seguiu-se “A faca não corta o fogo”, uma mistura de poesia de Herberto Helder e sons, pela voz inconfundível de Pedro Lamares e a magia sonora do músico André Pancho, provocando “uma avalanche de imagens que abalam a cabeça como um vulcão em erupção”.
“A Consonância do Medo” foi o espetáculo que se seguiu, juntando em palco músicos, coralistas e declamadores de poesia. Ao pianista Marco Figueiredo juntou-se o Grupo Coral do Sertanense Futebol Clube, os declamadores de poesia Filipe Lopes, Isaque Ferreira, Renato Filipe Cardoso e Jorge Serafim, e o Grupo de Jovens Dar +, numa performance intensa em que música e palavras confrontaram o medo e lançaram um apelo coletivo à esperança e união.







A encerrar a iniciativa, o presidente da Câmara Municipal da Sertã agradeceu a todos os participantes e intervenientes “por darem cada vez mais força à Maratona de Leitura e à cultura do concelho da Sertã”.
“A Sertã gosta de livros, escreve e lê. Tem muito talento, criatividade, inovação e conhecimento”, ingredientes que possibilitam “encarar o futuro com optimismo e confiança”, declarou Carlos Miranda.
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