Museu dos Rios e das Artes Marítimas . Foto: CM Constância

Uma Serra Braçal é a peça do mês em destaque em maio, no Museu dos Rios e das Artes Marítimas, em Constância, uma peça que data de meados do século XX e foi adquirida pelo município para o espólio do museu, em 1998.

A Serra Braçal era muito utilizada nos estaleiros dos rios Zêzere e Tejo, durante o Verão, para serrar os toros de pinheiro em tábuas longas, as quais eram depois utilizadas para a construção do costado das grandes embarcações.

Os pinheiros eram limpos no pinhal e trazidos, quase inteiros, para o estaleiro. Depois eram colocados na burra (armação em madeira), para aí serem serrados em tábuas. Com a serra braçal na mão, um homem punha-se de pé em cima do tronco e o outro no chão, muitas vezes de joelhos, agarrava na outra extremidade da serra. Com grande esforço físico, os dois homens iam puxando a serra para cima e para baixo. O que estava em cima andava para trás e o que estava em baixo andava para a frente.

A peça do mês está exposta numa das salas do museu, onde pode ser apreciada e a sua divulgação é efetuada através das páginas de Facebook do Museu dos Rios e das Artes Marítimas e do Município de Constância.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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