Sérgio Vedor é o candidato do Chega à Câmara de Alcanena. Foto: SV

Sérgio Vedor, gestor na área dos CTT, é o cabeça de lista do Chega à Câmara Municipal de Alcanena nas próximas eleições autárquicas, indicando a saúde, ambiente, habitação, desenvolvimento económico e combate à corrupção como eixos prioritários do programa.

“O concelho enfrenta graves problemas que exigem atenção urgente, sendo a saúde uma das maiores preocupações, com uma falta notável de médicos nos centros de saúde e o encerramento das extensões nas várias freguesias”, disse hoje à Lusa o candidato do Chega a Alcanena, para quem a “carência de soluções habitacionais também é uma realidade preocupante, dificultando a fixação de jovens” no concelho.

Sérgio Vedor, de 53 anos, que concorre a Alcanena, concelho onde reside, com o lema “O Povo em Primeiro Lugar”, afirmou que “o regulamento de atribuição de casas a custos acessíveis está mal concebido”, tendo defendido que o mesmo devia “dar prioridade aos naturais da terra”.

Relativamente ao ambiente, o candidato do Chega disse que a população “continua a ser incomodada por maus cheiros, particularmente durante a noite”, um problema que, defendeu, “deve ser abordado com urgência”, tendo ainda apontado a uma “carga fiscal excessiva” e a medidas para o desenvolvimento económico e o turismo sustentável.

“A localização estratégica do concelho, no centro do país e junto aos nós da A23 e A1, oferece uma excelente oportunidade para o desenvolvimento económico pelo que devemos incentivar a instalação de empresas, principalmente as que não poluem e que criem postos de trabalho qualificados”, afirmou Vedor, tendo referido o “privilégio de ter a nascente do Alviela e a Serra de Aire e Candeeiros”, e defendido a sua promoção através de programas de turismo sustentável.

Tendo indicado que outra medida que irá defender é a “desagregação do Espinheiro, da União das Freguesias (UF) de Malhou, Louriceira e Espinheiro, o candidato do Chega apontou ainda a medidas no âmbito da acção social e espaços verdes.

“É urgente realizar um levantamento das reais necessidades dos nossos idosos nas zonas rurais, fora da sede de concelho, para que possamos melhorar as suas condições de vida e o seu dia-a-dia”, afirmou, tendo defendido ainda a criação, em Minde, de “um espaço verde com máquinas de ginástica e um parque infantil, um local de lazer para as famílias e um ponto de encontro comunitário”.

Tendo indicado que o Chega não vai concorrer a todas as freguesias de Alcanena – “a minha ideia é focar-me nas freguesias onde acredito que posso fazer mais diferença e onde há uma maior necessidade de mudança” -. Sérgio Vedor disse que “o objetivo principal é vencer as eleições e ter a oportunidade de governar o concelho” tendo feito notar que, “no entanto, eleger deputados ou vereadores já será um excelente resultado”.

O militante do Chega, que durante 23 anos foi carteiro no concelho de Alcanena e que hoje exerce funções como gestor na área dos CTT em Rio Maior, apontou ainda a educação, apoio às associações do concelho, as infra-estruturas rodoviárias, com manutenção das estradas municipais e criação de ciclovias, e a “luta contra a corrupção” como eixos prioritários do programa eleitoral.

“Outro ponto fundamental é a luta contra a corrupção. O município não está imune a este flagelo, especialmente com a chegada de milhões de euros provenientes do PRR, e será uma das minhas prioridades garantir a transparência na gestão desses recursos”, declarou.

Além de Sérgio Vedor, pelo Chega, também o Partido Socialista (PS) já anunciou que o candidato à Câmara de Alcanena é o empresário Samuel Frazão, 38 anos, atual presidente da junta de freguesia de Monsanto, naquele concelho, sendo o professor aposentado Vítor Freire, de 71 anos, o candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU).

O atual presidente do município, o engenheiro florestal e empresário Rui Anastácio, 54 anos, também já anunciou a recandidatura à presidência da Câmara de Alcanena pela coligação PSD/CDS-PP/MPT nas autárquicas deste ano, com o objetivo de exercer “um segundo e último mandato” e “concretizar o projeto” em curso.

Nas autárquicas de 2021, num universo de 11.733 eleitores, a coligação PSD/CDS-PP/MPT venceu as eleições em Alcanena, com 46,49% e quatro eleitos, com o PS a obter 39,36% dos votos, tendo três eleitos no atual executivo.

As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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