Apresentei no passado domingo, 9 de fevereiro, a candidatura a Presidente da Federação Distrital do Partido Socialista de Santarém, um enorme desafio e, simultaneamente, um enorme privilégio. Nesse momento de revestido significado, tive a felicidade de contar com a presença de muitos militantes e amigos e ainda de sentir o apoio, através de mensagens, de quem não conseguiu estar naquela tarde na Sede do PS em Santarém. A todos, sem excepção, o meu sincero e reiterado obrigado.
Nessa ocasião, assumi que quero ser a voz de todos os socialistas do Ribatejo mas não só. Uma voz que seja a voz de Santarém em Lisboa e não de Lisboa em Santarém. Uma voz pela unidade regional, sem levantar falsos muros entre norte e sul, muros que só nos dividem e nos fazem perder força e capacidade.
“Proximidade e Confiança – Um PS para todos” é o mote de uma candidatura onde todos têm lugar. Este não é um chavão instantâneo. Esta é a única forma de trabalhar. Porque quem me conhece bem ou quem já trabalhou comigo sabe que não vejo o Partido Socialista de outra forma, a não ser como a casa de todos os que querem trabalhar pelo PS. Por isso, do ponto de vista interno, através de uma política de proximidade, procurarei sempre que o PS consiga atrair os melhores quadros para militantes do partido.
No momento em que apresentei a minha candidatura, foquei a questão da contra informação, que desvia a atenção do essencial. É aqui que tem de estar a política: revitalizar o nosso contrato social com os eleitores, reforçando o nosso compromisso e responsabilidade. Ao longo da História encontramos inúmeros exemplos de “Fake news” com amplitude mundial, sobretudo em períodos de guerras e no âmbito de regimes ditatoriais ou totalitários. A novidade reside na forma de difusão desta desinformação calculada que é: mais fácil, mais veloz, mais incontrolável.
Esta é uma clara ameaça às sociedades livres, plurais e democráticas como a nossa. Considero que é nossa responsabilidade estarmos alerta e agirmos e que, em tempos de “Fake news” e de demagogia, o comportamento ético de quem está na política deve ser por isso à prova de bala.
Não devemos ter medo da palavra “política” e devemos, por isso, ter um espaço para chamar todos a participar. Por isso, pretendo continuar com a boa prática da criação de um Gabinete de Estudos, e departamentos na federação e pretendo constituir, também, um Conselho Estratégico que vise ouvir toda a região.
Entendo que só assim, podemos ter uma federação preparada, a todo o momento, para pensar o Distrito não só nos próximos desafios que temos pela frente, mas também preparada para pensar na região a uma década de forma estruturada e organizada com quadros de dentro e fora da nossa organização.
Os nossos deputados devem continuar com o seu trabalho de proximidade e em contacto com o nosso círculo eleitoral como temos vindo a fazer e que reforça o trabalho com mais conhecimento de terreno para depois se apresentar propostas consolidadas no Parlamento.
Também é preciso que as novas gerações, com novas bandeiras como o Ambiente, não se sintam defraudadas e tenham no PS uma porta aberta para o debate. Temos a urgência de impedir que o nosso partido deixe de ter capacidade de ser ouvido pelas novas gerações. A Juventude Socialista tem, por isso, uma importante tarefa, de renovação geracional.
Do ponto de vista da economia, devemos estar próximos das empresas e da realidade do nosso tecido empresarial. Por isso proponho agendas temáticas e setoriais que permitam a auscultação do setor. Estaremos lado a lado dos empresários que queremos reforçar a sua aposta na inovação e que são fundamentais para as nossas exportações. Mas não esquecemos o nosso património genético de defesa dos trabalhadores e dos seus direitos. O crescimento e o desenvolvimento não podem ser feitos com base na precariedade e na pobreza de quem trabalha. A economia deve estar ao serviço das pessoas.
A educação e a inovação são prioridade na região, e devemos trabalhar em conjunto, até sublinhando o facto de sermos uma das poucas Federações com uma secção de Educação.
Este tema terá forte importância no trabalho do secretariado, assim com a saúde e a segurança social. A nossa fileira agrícola é de excelência e devemos potenciá-la. As infraestruturas são um desafio que obriga a conciliação, e o departamento dessa área assumirá essa responsabilidade. Uma responsabilidade de defender o que for melhor para a região, compreendendo que ótimo é inimigo do bom, e temos de em conjunto encontrar as melhores soluções.
O transporte ferroviário é, sem dúvida, a prioridade que devemos apostar no país e na região, e em segurança, resolvendo os problemas crónicos da região. Devemos ser intransigentes na resolução dos problemas da região, entre os quais destaco, entre outros, as travessias do Tejo, a necessidade do IC3, a questão da Nacional 118, a ligação do IC9 a Fátima, entre outras, mas estas são prioritárias. Um exemplo: não podemos continuar a permitir que veículos de resíduos perigosos atravessem as nossas localidades, mas isso resolve-se com a ação e não com populismo. Estamos cá para ser a ação para solução.
Os novos desafios verdes, eficiência energética e a utilização de energias limpas são desafios aos quais não podemos deixar de responder. O PS tem de estar ao lado desta agenda, sem medos ou tibiezas. A agenda verde é uma obrigação do socialismo dos novos tempos, de 20 anos depois do século 21. Devemos lutar para a baixa das portagens na A23 e A13 como forma de garantir coesão, mas simultaneamente investimento em toda a nossa região.
É importante continuarmos a defender uma região, e proponho que a nossa federação se assuma favorável ao processo de regionalização na moção a votos em congresso, mas devemos continuar a trilhar o nosso caminho com o Oeste, com vista autonomização de Lisboa que claramente é prejudicial.
Defendemos sem medo que assuntos como a proteção civil, das forças de segurança ou dos equipamentos militares na região devem ser tratados e acompanhados pela federação e pelo PS. Não devemos permitir que outros, embebidos de agendas populistas e alarmistas, continuem a trilhar esse caminho.
A demografia e o combate à desertificação do interior vai ser uma prioridade na agenda. Sabemos bem que é o principal fator de risco do nosso futuro. A perda acentuada de população em toda a região não pode deixar os agentes políticos indiferentes.
As eleições autárquicas são o principal desafio do próximo mandato a que me candidato. O PS, no distrito de Santarém, desde o ano de 2017 é força liderante em 13 dos 21 concelhos, em 14 das assembleias municipais e em 81 das 141 freguesias. E é com a herança do melhor resultado de sempre, que queremos sempre mais e melhor.
O PS tudo fará para continuar a crescer no distrito de Santarém, mas respeitando os nossos eleitores e as suas escolhas.Obviamente que a nova federação apresentará inovações, novos protagonistas e novas formas de fazer política. Juntos, em Proximidade e com Confiança!
