Município da Chamusca retomou os passeios seniores. Foto: CMC

Após dois anos de interregno, devido à pandemia, foram retomados os passeios para os seniores do Concelho da Chamusca. Entre os dias 4 e 8 de julho um total de 411 seniores, provenientes das três freguesias (Carregueira, Ulme, Vale de Cavalos) e das duas uniões de freguesia do concelho (União de Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande e União de Freguesias da Parreira e Chouto), visitaram, a Herdade Vale da Rosa, em Ferreira do Alentejo, bastante conhecida pela produção de uvas sem grainha.

A visita começou com uma sessão de boas-vindas à herdade, na qual foi contada a sua história e explicado como nasceu e se produzem as uvas sem grainha, entre outras coisas, seguiu-se uma degustação das uvas da herdade nomeadamente a uva Sophia, da primeira colheita de 2022, passas de uva e amêndoas.

Seguiu-se um passeio de trator pelas vinhas, no qual ficaram a conhecer a forma como os 270 hectares de vinha são cuidados, ainda de forma manual, por mil colaboradores oriundos de 22 países, de todos os continentes.

Os visitantes, com idades compreendidas entre os 50 e os 93 anos, tiveram ainda oportunidade de visitar o minhocário, onde foram surpreendidos pela forma como é feita a fertilização e o controlo de algumas pragas das árvores através do húmus, sólido e líquido, produzido pelas minhocas.

A visita terminou com um almoço, tipicamente alentejano, servido na herdade, onde tiveram oportunidade de conhecer e provar o vinagre de passas de uva produzido no Vale da Rosa.

Inserido no âmbito da Ação 3 | Dar Vida aos Anos, o passeio contou com a organização do projeto Chamusca Abraça – CLDS 4G (um projeto de Intervenção Comunitária que visa a inclusão de grupos com maior fragilidade do Concelho da Chamusca) em parceria com o Município da Chamusca e as Juntas de Freguesia do Concelho.

De acordo com os promotores, “passear traz inúmeros benefícios para a saúde, melhorando a saúde física, mental, emocional e a sociabilização. Além disso, traz-nos felicidade”.

O objetivo desta atividade é proporcionar diferentes experiências de enriquecimento cultural e de convívio, prevendo-se que seja realizada com uma periodicidade anual.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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