Grupo Desportivo e Cultural de Seiça 3 Grupo Desportivo de Pontével 3 (5-3 ap gp)
Taça Fundação Inatel – Meia final – 19 março 2023
Campo Desportivo de Seiça

Com o pensamento e a ambição de vencer, as equipas de futebol do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça e do Grupo Desportivo de Pontével disputaram no Campo Desportivo de Seiça o acesso à final da Taça Fundação Inatel, que se vai jogar no dia 25 de Abril, em Pontével.

Se o Seiça teria a seu favor o facto de ser o campeão em título e de jogar em casa, com o conhecido e aguerrido apoio de adeptos e simpatizantes, a equipa vinda de Pontével, por sua vez, que vem mostrando um bom entrosamento entre os seus jogadores, com a bola a passar de pé para pé e a rolar junto à relva, vinha com a ambição de vencer para para carimbar o passaporte para uma final que irá decorrer no seu reduto.

Lançados os dados, sob um sol radiante e uma boa moldura humana a incentivar ambas as equipas, foi com aplausos que os adeptos receberam a entrada das três equipas em campo. Fez-se ouvir o trinar do apito de Saúl Baptista, arbitro vindo da zona centro, auxiliado por Mário Alves e Pedro Santos, e a bola começou a rolar e logo ao segundo minuto de jogo o Seiça poderia ter inaugurado o marcador.
Na sequência de uma falta a favorecer a equipa da casa, Dany, chamado a marcar o livre, enviou a bola para dentro da área onde Paulo Évora, de cabeça, rematou para o golo ou, pelo menos, para o que terá sido o caso do jogo, uma vez que o tento não foi validado.

A bola foi tirada por João Cardoso mas depois de, alegadamente, ter ultrapassado a linha de baliza. Árbitro e assistente estavam mal colocados e não assinalaram o golo. Ficou a dúvida e o jogo seguiu, para desalento dos jogadores e adeptos da casa, que já festejavam.
Na passagem do minuto 10, foi a vez de Teddy ser protagonista na baliza do Seiça, com uma boa defesa a um remate de cabeça de Rafael Vicente.

O Pontével crescia no terreno, procurando a baliza adversária, ao contrário da equipa do Seiça, que parecia algo intranquila, não conseguindo explanar o seu futebol.
Em sequência, aos 12 minutos, Rafa Vicente, com um toque subtil, desviou a bola de Teddy, que tinha saído ao seu encontro, e inaugurou o marcador para os visitantes.

A vencer, a equipa vinda de Pontével mantinha maior intensidade no jogo, não dando nenhuma bola por perdida, exercendo pressão a todo o campo e lançados passes perigosos a solicitar a desmarcação dos seus avançados. Os homens da casa tentavam sair a jogar mas estavam obrigados a cuidados redobrados.

O querer e o acreditar levou Bernardo Coelho a colocar a bola com conta peso e medida para Rafa Vicente que não enjeitou a oportunidade e levou de vencida a oposição do guarda-redes Teddy, obtendo o segundo golo para o Pontével.
Chegou-se ao intervalo com os homens da casa a perderem por duas bolas a zero, que deixava no ar um misto de sensações. Por um lado o acreditar que o Seiça poderia dar a volta ao resultado, mas, ao mesmo tempo, a eliminatória parecia decidida, pelo bom futebol praticado pelo Pontével.

Reiniciada a partida, os homens da casa disseram ao que vinham e apresentaram-se com uma postura mais ativa e mais decidida na disputa dos lances, dando mostras de não estarem dispostos a dar por perdida a partida.
Beco, com toda a sua irreverência, cedo mostrou a vontade da equipa, e reduziu a desvantagem, após levar de vencida a oposição de João Cardoso, colocando a bola no fundo das malhas à sua guarda.

Com a diferença de um golo no marcador, tudo estava mais perto para o Seiça almejar o empate, levando a equipa de Pontével a tremer um mas a não desacreditar.
À passagem do minuto 57, num lance em que a bola ressalta para a mão de um jogador do Pontével, o árbitro não teve dúvidas e assinalou grande penalidade. Chamado a marcar, Paulo Évora fez a bola ultrapassar a linha de golo, restabelecendo o empate, para euforia dos adeptos da casa.

Com o jogo empatado, a presença na final da Taça era de novo um sonho perto de se tornar realidade. Mas o Pontével ainda estava em campo e tinha um palavra a dizer, numa ponta final imprópria para cardíacos. Uma das duas equipas tinha obrigatoriamente de ganhar, uma vez que só uma tinha lugar na final. Em caso de empate, tudo se decidiria nas grandes penalidades, sem direito a prolongamento.

Os nervos à flor da pele tornaram o jogo um pouco mais ríspido, mas sem ser violento, e as faltas surgiam naturalmente nas disputas mais intensa dos lances divididos. As pernas também já não ajudavam e a frescura física não era a mesma.
Com toda a gente já a pensar que o desfecho da partida se iria decidir com a marcação de grandes penalidades, eis senão quando o jovem Diogo, que havia entrado em campo em substituição de um seu companheiro do Seiça, mostrou os seus atributos e fez um golo de bandeira.

Com a bola nos pés e nas imediações do bico da grande área, Diogo olhou e percebeu o ligeiro adiantamento do guarda-redes adversário. Com classe, fez a bola descrever um arco e a entrar na baliza de João Cardoso, assinando o 3-2 para o Seiça e a cambalhota no marcador.

E quando tudo parecia que seria o Seiça a marcar presença na final da Taça, surge de novo o Pontével a dizer que estava vivo. Livre à entrada da área a favorecer a equipa de Pontével e Ferraz, chamado a marcar, ajeitou o esférico, fez mira e colocou a bola no fundo da baliza.
Empate de novo na partida, desta vez a três golos, e o jogo terminaria pouco depois, num jogo empolgante e de resultado incerto e em que ninguém merecia perder. Atrevo-me a dizer, que pelo que ambas as equipas fizeram durante a partida o desempate de penáltis terá sido a maneira lógica de se chegar a uma decisão.

Na marcação das grandes penalidades, o Seiça converteu os cinco pontapés, com o guarda-redes Teddy a defender um dos remates do Pontével e com Beco a fechar as contas em 5-3.

O Grupo Desportivo de Seiça vai assim disputar a final da Taça Fundação Inatel, onde vai ter como adversário o Grupo Desportivo e Recreativo de Tramaga, equipa que afastou o Alcaravela, também nas grandes penalidades. A final da Taça disputa-se em Pontével no dia 25 de Abril.

A equipa de arbitragem cumpriu a missão que lhe foi destinada sendo o lance do alegado golo do Seiça no início do jogo a que gerou maior controvérsia. Árbitro e assistente merecem o benefício da dúvida, apesar de não estarem perto do lance.
FICHA DE JOGO:
Grupo Desportivo e Cultural de Seiça:

Teddy, Fabinho, Paulo Évora, Tomy, Renato, Coelho, Dany, Julien, Zé Francisco, Rafael, Beco
Tomé, Dudu, Simão, Bryan, Natividade, Diogo, João Paulo.
Treinador: Tiago Rodrigues.
Grupo Desportivo de Pontével:

João Cardoso, José Arruda, Diogo Martins, Diogo Lameira, Diogo Nogueira, Machado, Bernardo Coelho, João Silva, Varanda, Rafael Vicente, Andrei Veromine.
Raposo, Filipe Pereira, Ferraz, Sami, Rui Pedro, Bernardo Rosa
Treinador: Vasco Belmonte.
Equipa de Arbitragem: Saúl Baptista, Mário Alves, e Pedro Santos (de Coimbra).

No final da partida ouvimos os treinadores das duas equipas:

ÁUDIO | TIAGO REIS, TREINADOR DO SEIÇA:

ÁUDIO | VASCO BELMONTE, TREINADOR DO PONTÉVEL:















