Seguro dedica segundo dia da presidência aberta ao distrito de Santarém. Foto: CMVR

O chefe de Estado dedica o segundo dia da sua primeira presidência aberta ao distrito de Santarém, terminando com a reunião semanal com o primeiro-ministro, em Tomar, após uma jornada de visitas a casas afetadas pelo mau tempo.

Depois do primeiro dia ter sido dedicado ao distrito de Castelo Branco, António José Seguro vai passar pelos concelhos de Ourém, Ferreira do Zêzere, Mação e Tomar.

Tomar, escolhida como sede para esta presidência aberta, vai ser palco da habitual reunião semanal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a quem António José Seguro levará, entre outros temas, a exigência das populações para reabrir um troço da estrada nacional 2, entre Pedrógão Pequeno e Pedrógão Grande.

Antes deste encontro, marcado para as 17:00, o dia de Seguro começa esta manhã, em Ourém, para visitar casas afetadas pelas tempestades.

Esta visita acontece no dia em que termina o prazo para apresentar candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelo mau tempo.

Depois, a comitiva segue para o Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere e, pela hora do almoço, volta a visitar casas que ficaram danificadas pelo mau tempo, desta vez em Mação.

Para as 16:00 está marcada a assinatura de um protocolo entre a Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do país e fundações, uma cerimónia que vai acontecer no núcleo museológico da Central Elétrica de Tomar.

No primeiro dia, o Presidente da República disse aos jornalistas que o seu objetivo com esta Presidência aberta era mostrar o que está atrasado e acelerar os apoios e apelou aos portugueses para que façam férias naquelas zonas.

Para Seguro, que entre as muitas paragens do dia esteve o regresso um parque empresarial em Proença-a-Nova onde tinha estado como candidato presidencial, um dos seus deveres como Presidente da República é chamar a atenção para os atrasos nos apoios prometidos.

Na segunda-feira, as seguradoras informaram que já pagaram 303 milhões de euros em indemnizações por danos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro, calculando que os estragos cobertos superem 1.000 milhões de euros.

Elementos da GNR dizem a Seguro que comunicações tiveram período de falha

Elementos da GNR transmitiram ao Presidente da República que as comunicações sofreram falhas, principalmente em Ourém e em Ferreira do Zêzere, numa visita ao Quartel de Tomar em que esteve acompanhado pelo Ministro da Administração Interna.

“No dia da tempestade, as comunicações tiveram um período de falha, principalmente em Ourém e Ferreira do Zêzere. Tivemos, inclusive, um episódio em que tivemos dificuldade em localizar uma patrulha nossa, porque não conseguimos entrar em contacto”, revelou um elemento da GNR.

António José Seguro visitou, ao final do primeiro dia da Presidência aberta, as instalações do Quartel da GNR de Tomar, onde foi recebido pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Já antes tinha sido recebido na PSP de Tomar, pelas forças em parada, antes de reunir com o comando desta força policial.

Durante a visita ao Quartel da GNR Tomar, o chefe de Estado ouviu outro elemento da GNR admitir que ficou surpreendido com a atuação do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), “mesmo nas zonas mais complicadas”.

“Houve alguns momentos em que não dava, mas deslocando-se um quilómetro ou até menos, conseguia-se comunicar. Presumi que as comunicações falhassem mais do que efetivamente falharam”, indicou.

Durante a conversa com os militares, Seguro partilhou que quando esteve em Ourém tinham-lhe dito o mesmo.

“Isto é, temos situações em que temos queixas e outras situações em que temos elogios”, referiu, acrescentando ainda o alívio da tempestade Kristin ter ocorrido durante a noite, quando as pessoas se encontravam em casa.

Com a visita à GNR de Tomar, em que não houve declarações, terminou o primeiro dia da Presidência aberta.

c/Lusa

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