A secretária de Estado da Habitação, Patrícia Costa, visitou na sexta-feira, 12 de junho, várias empreitadas em curso no concelho de Alcanena, numa iniciativa que incluiu ainda a entrega de quatro habitações no Bairro Timor Lorosae. Acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Rui Anastácio, a governante teve oportunidade de conhecer o ponto de situação dos investimentos que estão a ser desenvolvidos para reforçar a oferta habitacional no concelho.
No Bairro Timor Lorosae foram entregues dois apartamentos T1 e dois T2, integrados numa intervenção que contempla um total de 48 fogos. O momento assinalou mais uma etapa na concretização das respostas habitacionais destinadas às famílias do concelho.
No âmbito do programa 1.º Direito, o município de Alcanena conta atualmente com 95 fogos em reabilitação, dos quais 55 já foram concluídos e entregues, enquanto 40 permanecem em obra. Já no que respeita à habitação a custos acessíveis, estão previstos 207 fogos, encontrando-se 159 em fase de execução.





“Para as famílias, sei que representa tudo e é isso que nós não podemos perder de vista. A habitação pública é fundamental para ativar as comunidades, para o desenvolvimento dos territórios e é fundamental para as pessoas”, afirmou Rui Anastácio.
O presidente da Câmara destacou ainda o impacto que o investimento habitacional poderá ter no futuro do concelho, enquadrando-o numa estratégia mais ampla de desenvolvimento territorial.
“É fundamental para o desenvolvimento do nosso território, que está aqui ao lado da A1, onde estamos a construir um parque empresarial de nova geração. Vamos inaugurar no próximo mês duas creches e mais do que duplicar as nossas vagas. Todo este mix que estamos a procurar construir é um ecossistema diferente que pode induzir desenvolvimento nos nossos territórios”, referiu.





Rui Anastácio reconheceu, contudo, as dificuldades que têm surgido na concretização de algumas empreitadas, nomeadamente devido à escassez de empreiteiros.
“Quase tudo está em marcha e o que não está em marcha desta primeira fase [da Estratégia Local de Habitação] foi porque ficaram os concursos desertos. Temos tido muita dificuldade em encontrar empreiteiros para fazer as obras”, explicou.

Ainda assim, o autarca mostrou-se confiante quanto à evolução dos projetos em curso. “Temos, neste momento, em obra, habitação a custos acessíveis, algumas praticamente prontas, e de habitação do 1.º Direito já estamos a intervir em 95 fogos. Estamos a multiplicar por cinco o nosso parque público, mas queremos mais, somos ambiciosos e temos planos para os próximos anos”, afirmou.
Patrícia Costa, Secretária de Estado da Habitação, fez uma avaliação positiva do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no concelho na área da habitação.
“Eu avalio de uma forma muito positiva, não só a estratégia, mas a concretização. A estratégia em termos de planeamento, de planeamento inclusivo, de muita inovação, e depois a capacidade de concretizar, que é muito positiva”, afirmou.
A secretária de Estado destacou ainda a importância do reforço do parque habitacional público, quer através da reabilitação, quer através da construção de novas respostas.

“É muito bom ver que há municípios que estão tão empenhados, de facto, em robustecer o seu parque de habitação, tanto em reabilitar aquilo que já existe, como construir novas respostas habitacionais”, disse.
Patrícia Costa sublinhou também a necessidade de garantir estabilidade e continuidade às políticas públicas nesta área.
“Temos um défice muito grande de parque público e, portanto, precisamos de perenidade e de estabilidade para conseguir dar continuidade à política pública, que tem sempre um pilar fundamental, que é o financiamento”, referiu.





A responsável pela pasta da Habitação considerou ainda que a experiência acumulada durante a execução do Plano de Recuperação e Resiliência poderá contribuir para uma resposta mais eficaz aos desafios futuros.
“Agora que estamos a terminar o PRR, penso que estão criadas as condições para continuarmos um investimento contínuo naquilo que é ajudar os municípios a concretizarem todas as suas estratégias locais de habitação”, afirmou.






Após a visita às empreitadas e a entrega das quatro habitações, a agenda prosseguiu na Casa Galo, na Serra de Santo António, com a realização do evento satélite da New European Bauhaus dedicado ao projeto CoLiving Alcanena. A iniciativa promoveu o debate em torno de novos modelos habitacionais, assentes em princípios de participação comunitária, partilha de espaços e inovação social.
“O mundo está a mudar e é isso que nós queremos perceber: como é que está a mudar o mundo e termos capacidade de inovar, de oferecer novas soluções de habitação, participadas, que possam ativar a comunidade”, defendeu Rui Anastácio.

















