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Em Sardoal serão quatro os Postos Permanentes de Acolhimento para receber os mais vulneráveis – designadamente crianças e idosos – que vivam em habitações que não tenham condições para enfrentar as altas temperaturas, que no distrito de Santarém podem chegar aos 46 graus Celsius.

Em reunião de executivo realizada na terça-feira 12 de julho, o presidente da Câmara, Miguel Borges, deu conta que estão no terreno a Segurança Social, a GNR, a Saúde e a Ação Social do Município para avaliar os cidadãos que possam necessitar de ser retirados de suas casas quando, e apenas se, a Direção Geral da Saúde acionar aviso vermelho.

No concelho de Sardoal os quatro Postos Permanentes de Acolhimento já estão definidos, tal como foi esta terça-feira abordado em reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, mas “vão ser revistos”, avançou ao nosso jornal o autarca, indicando estar definido, para já, ser um Posto por freguesia, sendo quatro as freguesias do concelho: Sardoal, Valhascos, Alcaravela e Santiago de Montalegre. A titulo de exemplo referiu o Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal, como um dos quatro Postos de Acolhimento definidos.

Assim, se a Direção Geral da Saúde decretar aviso vermelho “as pessoas poderão estar nesses Postos durante o dia e de noite regressam a suas casas” explicou Miguel Borges.

Reunião de Câmara Municipal de Sardoal, esta terça-feira 12 de julho. Créditos: mediotejo.net

No âmbito da declaração da situação de contingência, prevista na Lei de Bases de Proteção Civil, foram implementadas medidas de caráter excecional, como a proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, proibição da realização de queimadas e de queimas de sobrantes de exploração e proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais.

Foi ainda proibida a realização de trabalhos nos espaços rurais com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal e a utilização de fogo-de-artifício.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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