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A empresa Tejo Ambiente apresentou um total de rendimentos de 18,9 milhões de euros em 2022. Tendo gastado 18,7 milhões de euros o que resulta num resultado liquido do Exercício positivo de 61 mil euros. O primeiro resultado positivo desde a sua constituição.

Durante a apresentação da Prestação de Contas do ano de 2022 da Tejo Ambiente, no dia 24 de abril, o presidente da Câmara Municipal de Sardoal deu conta de um total de ativos de 34 milhões de euros e um total de passivos de 23 milhões de euros.

“Uma empresa que está a entrar pelo caminho inverso daquele que tinha tido até agora”, notou Miguel Borges (PSD).

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SARDOAL, MIGUEL BORGES

A Tejo Ambiente, Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo, E.I.M., S.A., é detida a 100% pelos municípios de Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha, e tem como responsabilidade a gestão dos serviços públicos de abastecimento de água, o saneamento de águas residuais e a recolha indiferenciada de resíduos sólidos urbanos, nestes municípios. O Contrato de Gestão Delegada foi assinado no dia 1 de outubro de 2019.

Do lado da oposição, o vereador Pedro Duque (PS) registou “com agrado um ponto de inflexão de um percurso que havia até aqui, passou-se para resultados líquidos positivos e esperamos que assim perdure no tempo”.

Contudo os vereadores socialistas recusam “olvidar” que tais resultados se devem “um pouco à custa de uma aumento bastante considerável que ocorreu por via do novo EVEF (Estudo de Viabilidade Económica e Financeira) aprovado muito recentemente”, disse Pedro Duque.

Dando conta de terem sido cometidos “erros com alguma substância” no passado tendo “prejudicado famílias” e que implicaram que os Municipios tivessem de “aumentar as comparticipações”.

ÁUDIO | VEREADOR DO PARTIDO SOCIALISTA, PEDRO DUQUE

Os vereadores do PS esperam que a Tejo Ambiente “entre na trilha correta, com maior operacionalidade”, notando, no entanto, que os serviços “nem sempre continuam a ser prestados com a melhor das qualidades”. Pedro Duque considera que, no que toca à operacionalizarão dos recursos, “ainda há muito a fazer nessa matéria”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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