Auto da Barca do Inferno pela Companhia de Teatro de Braga. Créditos: CTB

O Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, será palco este sábado, 4 de junho, pelas 21h30, da peça de teatro “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, pela Companhia de Teatro de Braga (CTB). O espetáculo, com encenação de Rui Madeira, tem entrada livre.

Na sinopse do espetáculo, pode ler-se: “Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão… têm entrada direta no Paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão diretamente para o Inferno? E a pé, de pulo ou voo?

Aliás, onde fica e como designamos o Lugar onde estamos? E que paraíso buscamos? Uma revisão da CTB, em demanda da modernidade sobre o texto Vicentino e o prazer do jogo teatral. Um espetáculo sobre a nossa memória identitária.”

A Companhia de Teatro de Braga foi fundada em 1980, no Porto, e é um dos mais sólidos projetos de descentralização teatral saídos do processo democrático. O Projeto Artístico desta Companhia cruza o interesse pelas novas dramaturgias com a experimentação sobre o grande legado dramatúrgico da humanidade: os clássicos.

A iniciativa insere-se no projeto “Caminhos Literários”, que resulta de uma candidatura conjunta apresentada pelos Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal ao Programa Operacional Regional do Centro 2014-2020. O projeto, que explora os territórios ligados a António Botto, Camões e Gil Vicente, pretende disponibilizar o usufruto da arte em locais públicos e de acesso livre e trará a estes territórios vários espetáculos de música, artes visuais e cinema documental, entre outros.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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