O primeiro seminário de realização em cinema documental “Dear Doc” começou esta segunda-feira, dia 30. A iniciativa orientada por Andrés Duque termina a 4 de fevereiro e inclui três sessões de cinema seguidas de debates com este realizador, moderados por Nuno Lisboa, diretor do Seminário Internacional de Cinema Documental Doc’s Kingdom e coordenador do programa de seminários Dear Doc.
O início da semana no Centro Cultural Gil Vicente foi sinónimo de arranque do “Dear Doc”, o primeiro seminário de realização em cinema documental organizado pela Apordoc – Associação pelo Documentário, a ESTA – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes e a Câmara Municipal do Sardoal.
A iniciativa dirige-se a autores em início de carreira nas áreas do cinema e das artes audiovisuais e realiza-se duas vezes por ano, nos meses de fevereiro e julho, partindo do formato do seminário “Doc’s Kingdom”, organizado pela Apordoc desde 2000. Até ao próximo dia de fevereiro, os participantes têm uma semana intensa de sessões de visionamento e discussão sobre os projetos de cinema documental em desenvolvimento orientados por Andrés Duque.
Este primeiro seminário intitula-se “Formas Perigosas” e, segundo o realizador hispano-venezuelano dedica-se ao “cinema-ensaio como horizonte para o audiovisual no século XXI” e lança a questão de “como representar um mundo baseado na sobreabundância de imagens, na codificação dos arquivos de informação, na mobilidade dos múltiplos ecrãs, na esquizofrenia do mundo globalizado?”.
O programa inclui três sessões de cinema com trabalhos cinematográficos de Andrés Duque seguidas de debates moderados por Nuno Lisboa, diretor do Seminário Internacional de Cinema Documental Doc’s Kingdom e coordenador do programa de seminários Dear Doc. A primeira é no dia 1 de fevereiro, às 21h30, com a exibição do filme-ensaio autobiográfico “Color Perro que Huye”.
No final da semana, a 3, à mesma hora, o auditório do Centro Cultural Gil Vicente recebe na tela as duas primeiras curtas-metragens do realizador, “Paralelo 10” e “La Constelación Bartelby”, e no último dia, pelas 16h30, é exibido “Oleg y las Raras Artes”, filme de abertura do festival DocLisboa 2016, que retrata a vida do pianista Oleg Nikolaevitch Karavaichuk.

