ICNF seleciona empresa GKapital para elaborar projeto piloto de transformação da paisagem. Foto: DR

A empreitada de requalificação das linhas de água afetadas pelos incêndios de 2017 já está em curso no Município de Sardoal. No âmbito do protocolo assinado entre a Câmara Municipal e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) os trabalhos iniciaram-se há poucos dias com tempo previsto de execução da obra de dois meses, segundo disse ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD). A área de intervenção desenvolve-se nas freguesias de Alcaravela e Sardoal.

O protocolo prevê a disponibilização de verba pela APA (63.520,00 euros) que surge na sequência de um outro protocolo de colaboração técnica e financeira entre esta Entidade e o Fundo Ambiental que tem por finalidade “apoiar políticas ambientais para a prossecução dos objetivos do desenvolvimento sustentável, contribuindo para o cumprimento dos objetivos e compromissos nacionais e internacionais, designadamente os relativos às alterações climáticas, aos recursos hídricos, aos resíduos e à conservação da natureza e biodiversidade”.

Sendo o financiamento atribuído à Câmara Municipal que “trata da preparação da obra, dos procedimentos, dos projetos, faz a contratação e o acompanhamento” da empreitada de requalificação, explica Miguel Borges.

Com este projeto de requalificação pretende-se desencadear os procedimentos necessários à minimização dos danos provocados pelos incêndios de 2017, visando não só garantir o escoamento das linhas de água, como a minimização da erosão e o arrastamento dos solos, minimizando o efeito das cheias e inundações.

“É uma obra pequena. Sardoal é um concelho verde, não afetado por grandes incêndios, com um impacto quase residual, fruto do investimento do Município, cerca de 10% do orçamento Municipal, na Proteção Civil, nomeadamente nos bombeiros que são municipais” defendeu Miguel Borges.

O presidente lembrou o investimento realizado pelo Município na rede primária e na prevenção, “preferível” no seu entender do que “na reposição do destruído”. Exemplificou com apoio financeiro do Fundo de Solidariedade da União Europeia, no valor de 50 milhões de euros, na sequência dos incêndios que atingiram o Centro e Norte do País em junho e outubro de 2017.

“Sardoal só mereceu nove mil euros”, disse acrescentando ser um concelho “exemplo reconhecido pelo seu trabalho no âmbito da prevenção”.

Das ações a desenvolver durante a empreitada constam o corte e remoção de material vegetal arbóreo e arbustivo ardido; remoção de sedimentos e outro material nos leitos; recuperação da secção de vazão das passagens hidráulicas e pontões; consolidação e recuperação de taludes e margens; reposição/reabilitação da galeria ripícola (plantação e/ou sementeira de espécies autóctones); e reabilitação de açudes existentes, com objetivos de correção torrencial.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply