O universo urbano de Nadir Afonso regressa, dez anos depois, à galeria do Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, estando patente ao público até 29 de novembro. A exposição de pintura “Cidades” integra 14 telas que remetem para os grandes centros urbanos como Roma, Tóquio, Dubai, Madrid, Gare de Austerlitz, sem descuro das cidades portuguesas que também estão presentes como Vila Real, Portalegre ou Beja.
A inauguração da mostra decorreu a 19 de setembro, inserida nas Festas do Concelho de Sardoal, e contou com a presença de Laura Afonso, viúva do artista e presidente da Fundação Nadir Afonso, bem como de Artur Afonso, filho do pintor.
O município destaca a oportunidade de voltar a mostrar ao público local e regional obras de “um dos nomes maiores da pintura portuguesa do século XX”, sublinhando a relevância da coleção da Fundação Nadir Afonso.

Nadir Afonso (1920-2013), natural de Chaves, foi pioneiro da arte cinética e defendeu ao longo da sua carreira que a arte é “puramente objetiva e regida por leis de natureza matemática”. Está representado em diversos museus e instituições de renome, nacionais e internacionais.
A Fundação que leva o seu nome, instalada num edifício projetado por Siza Vieira e inaugurado em 2014, em Chaves, tem como missão a preservação e divulgação da sua obra.

