Ministro da Cultura Pedro Adão e Silva. Créditos: Governo

‘Territórios Dinâmicos’ é o tema da segunda Conferência RTCP (Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses), promovida pela Direção-Geral das Artes, que decorre em Sardoal na segunda-feira e que tem como principal objetivo debater questões sobre o território e suas dinâmicas culturais, multiplicando perspetivas.

O debate, cujo programa pode consultar AQUI, contará com o contributo de especialistas de várias áreas, abordando temas como programar no território, sustentabilidade cultural e comunidades participativas.

A iniciativa terá lugar na segunda-feira, 5 de dezembro, entre as 9h30 e as 18h30, no Centro Cultural Gil Vicente, na vila de Sardoal, e contará com a presença do Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, do diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues, e do presidente da Câmara do Sardoal, Miguel Borges.

O programa, que se inicia com a apresentação do Atlas Artístico e Cultural de Portugal, por José Soares Neves (OPAC – Observatório Português das Atividades Culturais), será composto por três painéis, que integrarão reconhecidos oradores e moderadores:

PAINEL 1 – PROGRAMAR NO TERRITÓRIO – dedicado ao debate sobre o papel que os teatros/cineteatros podem desempenhar na democratização do acesso à cultura, na cooperação institucional entre os diferentes projetos ou articulação de níveis de poder a fim de contribuir para a dinamização territorial por via da programação cultural.
Oradores: Pedro Costa (DINÂMIA’CET – ISCTE), Marta Martins (Artemrede), Laura Castro (Direção Regional de Cultura do Norte)
Moderador – Jorge Louraço Figueira (Casa da Cultura de Ílhavo/23 Milhas)

PAINEL 2 – SUSTENTABILIDADE CULTURAL – dedicado ao debate sobre a continuidade, integração, inovação e gestão de equipamentos e projetos culturais, congregando sustentabilidade ambiental, social e económica.
Oradores: Helena Coelho dos Santos (CITCEM – Universidade do Porto), Márcio Laranjeira (Plutão Camaleão – Festival Tremor), Brígida Alves (Centro das Artes e do Espetáculo de Sever do Vouga)
Moderador – Pedro Mendes (Membro da Comissão de Acompanhamento RTCP)

PAINEL 3 – COMUNIDADES PARTICIPATIVAS – dedicado ao debate sobre a identificação das principais características sociais dos públicos e da importância de dar visibilidade a grupos e questões sociais menos representados no espaço público, mediando a relação entre equipamentos e comunidades.
Oradores: António Brito Guterres (Dinamizador Comunitário e Investigador), Filipa Francisco (Coreógrafa), Cláudia Dias (Coreógrafa / Performer)
Moderadora – Anabela Rodrigues (Mediadora Cultural / Artivista)
Como relatora desta conferência contaremos com a Jornalista e Escritora Cláudia Galhós.

A Conferência terá transmissão em streaming nas páginas do Facebook da DGARTES e do Centro Cultural Gil Vicente e tradução simultânea em Língua Gestual Portuguesa.

A RTCP já credenciou 84 equipamentos culturais distribuídos por todo o território nacional, que aderiram de forma voluntária e sob o compromisso de cooperarem entre si, promovendo o direito à fruição e criação cultural qualificada de toda a população, bem como a circulação da criação artística e as coproduções entre entidades.

Em 2022 foram apoiados 38 projetos no concurso de apoio à programação. Esta modalidade de apoio tem ciclos de abertura bienais, pelo que está previsto um novo concurso já em 2023. O apoio à programação da RTCP, a par da consolidação dos equipamentos credenciados, reveste-se de uma importância estratégica no plano do investimento do Estado no setor artístico com uma evidente repercussão na democratização do acesso às artes.

Decorre atualmente o plano de valorização e qualificação dos recursos humanos da RTCP, que visa sensibilizar e capacitar as equipas dos equipamentos credenciados através da aquisição de competências técnicas, assim como de planeamento e implementação de estratégias de programação, gestão, financiamento e divulgação no âmbito da produção de atividades artísticas.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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