Anacleto Batista, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal desde 1989, apresentou no sábado a renúncia do cargo ao presidente da Assembleia Geral da instituição, com o pedido de renúncia a estender-se aos membros da Mesa Administrativa e do Conselho Fiscal.
O provedor, responsável pela instituição de solidariedade social há mais de 30 anos, confirmou ao mediotejo.net a entrega do pedido de renúncia dos mandatos dos membros que integram a Mesa Administrativa e do Conselho Fiscal, tendo optado por apresentar os motivos para a decisão em momento oportuno. O pedido de renúncia entregue ao presidente da Assembleia Geral foi acompanhado de um documento justificativo, tendo o mesmo sido dirigido a outras entidades, entre elas o Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.
Contactado pelo mediotejo.net, o presidente da Assembleia Geral, Miguel Borges, disse que a renúncia agora apresentada vem ao encontro do que já havia sugerido, tendo em conta que muitos dos irmãos não se identificam com a atual gestão da instituição, que emprega cerca de 80 trabalhadores e tem dezenas de pessoas a seu cargo.
Miguel Borges disse que as eleições serão o passo mais lógico a dar de seguida, tendo salvaguardado que a equipa demissionária se mantém em funções até que nova equipa diretiva seja eleita, caso seja essa a decisão a tomar, e que o dia a dia da instituição continuará a decorrer como até aqui, no entrementes.
ÁUDIO | MIGUEL BORGES, PRESIDENTE ASSEMBLEIA GERAL DA MISERICÓRDIA:
Com cerca de 80 funcionários e dezenas de utentes nas valências de lar e centro de dia, a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal é atualmente um dos maiores empregadores do concelho, tendo havido nos últimos tempos problemas de pagamento dos ordenados, com o mesmo a decorrer em duas tranches, e sido identificada a necessidade de se proceder a um saneamento financeiro da instituição.
Anacleto Batista, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal desde janeiro de 1989, apresentou no sábado o pedido de renúncia, decisão que ocorre a meio do mandato para o qual foi eleito em 2019, e que seria válido por um período de quatro anos, ou seja, até ao ano de 2023.

