Fotografia retirada do Boletim “O Sardoal”, n.º 15 – Março/Abril de 2002, com a seguinte legenda: “Foto tirada por volta de 1940, com as seguintes figuras promotoras de récitas no Cine-Teatro Gil Vicente: (na primeira fila em pé): Lúcio Grácio, António Santos, Senhorinha Grácio, Augusta (desconhece-se o apelido), Teresa Alves, António Carinhas e António Pinto (Actores). Sentados: Manuel Pires (ensaiador), Rafael Alves Passarinho (ponto) e Dr. Raúl Wheelhouse (ensaiador principal). Em baixo: Inocêncio Reis e Bento Lopes Rei (actores).”

No âmbito da exposição “Raul Wheelhouse: médico de Liberdade”, promovida pela Biblioteca Municipal de Sardoal e Arquivo Histórico Luís Manuel Gonçalves, terá lugar na quinta-feira, 31 de outubro, um conjunto de iniciativas para homenagear o médico e filantropo que durante vários anos morou na vila de Sardoal e que foi uma figura marcante do século XX naquele concelho e no país.

Deste modo, pelas 17h30 de quinta-feira, dia 31, decorrerá o descerramento de uma placa de homenagem a Raul Wheelhouse, naquela que foi durante vários anos a sua casa e consultório, na Rua 5 de Outubro.

No mesmo dia, o Centro Cultural Gil Vicente recebe, pelas 18h00, a palestra “Raul Wheelhouse: um homem multifacetado” que contará com o contributo de Manuela Poitout e de Carlos Alves, antecipando a inauguração da exposição.

De 4 de novembro a 14 de dezembro, a mostra estará patente na Biblioteca Municipal de Sardoal e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

Raul Wheelhouse foi um médico por missão que Sardoal acolheu na sua comunidade

Raul Wheelhouse, nascido a 2 de novembro de 1901 na freguesia de São João das Areias, concelho de Santa Comba Dão, distrito de Viseu, foi um médico por missão, homem de caráter e um político comprometido com ideais de liberdade e de bem comum, uma pessoa com um percurso rico e digno de registo que o Sardoal ganhou em acolher na sua comunidade.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply