Exposição 'Presépios O imaginário de Barcelos'. Créditos: mediotejo.net

O presépio faz parte intrínseca do imaginário de Natal. Todos temos memórias ligadas às figuras, ao musgo, ao Menino Jesus deitado sobre as palhas sob o olhar dos pais. Falar de Natal sem falar de presépio é deixar uma lacuna de Esperança e de Amor. Sentimentos cada vez mais necessários neste mundo em que vivemos.

Nos últimos anos, a galeria do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, tem acolhido diversas exposições de Presépios nacionais e internacionais. Este ano o Município apresenta algumas das peças da coleção do Museu de Olaria de Barcelos, onde se inclui uma obra de Rosa Ramalho, de 1960. São manifestações artísticas carregadas de simbolismo.

“Todos os anos procuramos ter uma exposição temática sobre o Natal, nos últimos tempos tem sido com outros parceiros neste processo, incluindo do próprios sardoalenses. Esta é uma exposição em parceira com a Câmara Municipal de Barcelos. Barcelos tem uma grande tradição no âmbito da olaria, da cerâmica, do barro. Temos peças fantásticas, não é fácil termos entre nós uma peça de Rosa Ramalho, um dos grandes nomes nacionais da cerâmica, uma senhora sem instrução escolar mas com trabalhos fantásticos”, explicou o presidente da Câmara, Miguel Borges, deixando a promessa de “um dia tentar trazer” a Sardoal uma exposição da artista.

A mostra integra 14 presépios da coleção do Museu de Olaria de Barcelos, que dão a conhecer diferentes representações da natividade.

“Estes objetos, que parecem tão simples, têm o verdadeiro conceito de uma obra de arte e um dos conceitos é cada vez que abordamos a obra de arte descobrimos algo novo”, acrescentou o autarca.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SARDOAL, MIGUEL BORGES

A exposição pode ser visitada de terça a sábado das 15h00 às 20h00.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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