O concerto da Orquestra Caminhos é uma das propostas do programa dos Caminhos da Pedra que arrancaram esta quinta-feira, dia 12. No entanto, diferencia-se dos espetáculos agendados até domingo por se tratar de um projeto que não traz artistas de fora à região, mas que foi criado com a comunidade sardoalense sob orientação de António Serginho.

O diretor e elemento do grupo Retimbrar aceitou o convite da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no âmbito da rede de itinerância cultural “Caminhos”, e rumou ao Sardoal onde se encontrou com cerca de meia centena de músicos com idades que vão dos oito aos 80. Juntos criaram a nova orquestra que no dia 15 sobe ao palco às 16h00 para um momento único e, talvez, irrepetível.

Não se trata apenas da junção de vozes e instrumentos com MCs pelo meio. Será a identidade do concelho que se partilha no Centro Cultural Gil Vicente, trabalhada em conjunto durante os ensaios a partir de histórias locais e das memórias dos habitantes que foram desafiados para trilhar os Caminhos da Pedra.

António Serginho com a banda no palco enquanto Teresa Campos ensaiava o coro no foyer. Foto: mediotejo.net

Acompanhámos um dos momentos de preparação e conversámos com António Serginho e Teresa Campos, que coordenam a banda e o o coro, respetivamente, sobre a experiência que envolve a criação da mais recente orquestra do Médio Tejo.

Apesar da conhecida ligação à música, Miguel Borges não irá estar no palco do dia em que os Caminhos da Pedra se despedem (apesar de revelar que gostaria) e falou com o mediotejo.net, na qualidade de presidente da Câmara Municipal do Sardoal, sobre a rede de itinerância cultural que quer meter a região “a caminho”.

Até à estreia da Orquestra Caminhos, os Caminhos da Pedra vão continuar a ser percorridos por visitantes e artistas, que se vão cruzar nos percursos artísticos e nos espetáculos de teatro, música, dança, teatro de rua e novo circo nos concelhos de Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Sónia Leitão

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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