O Sardoal Jazz está de volta ao Centro Cultural Gil Vicente entre sexta-feira e domingo, dias 5, 6 e 7 de maio. A elevada qualidade artística e musical das edições anteriores tornou esta iniciativa numa referência entre os eventos do mesmo género.

“Cottas Club Jazz Band” foi o nome escolhido para abrir o Sardoal Jazz de 2017 que pisará o palco do Centro Cultural Gil Vicente pelas 21h30m do dia 5, mas que (à semelhança das edições anteriores) deverá fazer uma breve apresentação pelas ruas da vila, durante a tarde.

“Cottas Club Jazz Band” é um grupo de Jazz Dixieland oriundo do Oeste de Portugal, constituído por 7 músicos polivalentes, adequando-se a momentos onde música, glamour e boa disposição andam de mãos dadas.

Cottas Club Jazz Band foi o nome escolhido para abrir o Sardoal Jazz de 2017, na noite de 5 de maio. Foto: DR

Esta banda oferece um reportório jazzístico dos anos 20 do século passado, mas reinterpretado com o estilo que Louis Armstrong & All Stars impuseram nos anos 50. Precisamente o nome “COTTAS CLUB” pretende relembrar o novo jazz que se fazia ouvir no famoso bar de New York, “COTTON CLUB”.

Orientados ao Jazz Tradicional e, em particular, à música Dixie, aquela que possui o original e genuíno estilo de New Orleans – cidade berço do Jazz – no seu vasto reportório contam com blues, rags, marchas, swings, foxtrots de grandes clássicos como “Hello Dolly”, “Charleston”, “Mack the knife”, “I’ve Found a New Baby”, entre muitos outros.

Tiveram a sua primeira atuação em maio de 2003 e, desde então, têm vindo a atuar e animar as variadas plateias, difundindo e dando destaque ao Jazz Dixie, no seu grande esplendor de boa disposição e de alguma irreverência.

A sua vertente musical, alegre, descontraída e solta, baseada no Jazz Dixie Tradicional (New Orleans Style) é adaptável à grande maioria dos ambientes e, para além da garantia de animação, este grupo oferece uma qualidade artística impar, sendo habitual representarem Portugal em Festivais Internacionais de Dixieland um pouco por todo o mundo.

No dia 6, o jardim do Espaço “Cá da Terra” recebe, pelas 17 horas, os “Violets Are Blues Trio”, um projeto vintage que mistura de forma harmoniosa canções de R&B e 90’s com clássicos modernos, subtilmente perfumados com um toque jazzístico de elevado bom gosto. A sua sonoridade chill-out concede um toque elegante ao ambiente de qualquer evento.

Esta agradável surpresa (introduzida este ano pela primeira vez na programação do Sardoal Jazz) será o “aperitivo” para o grande concerto da noite, protagonizado por Javier Alcántara e a sua “Short Stories Band” que subirão ao grande auditório do Centro Cultural Gil Vicente, pelas 21h30m.

JAVIER ALCÁNTARA y SHORT STORIES BAND

Depois do primeiro disco em 2008, “Namouche”, gravado (curiosamente) em Lisboa com a “Special Quartet” (e com a participação de músicos de reconhecido prestígio como Perico Sambeat, Alexis Cuadrado e Hugo Alves) e de obter um grande êxito da crítica e público com o seu segundo trabalho, “Short Stories” (o tema “Duende de Luz” foi eleito um dos melhores do ano 2014 pela prestigiosa publicação internacional “All About Jazz”, somando mais de vinte mil downloads do seu site, e entrando diretamente – por direito próprio – para o N.º 1 do TOP 200 dos temas mais descarregados das duas últimas décadas).

O espanhol Javier Alcántara é um dos compositores e guitarristas mais destacados da sua geração e regressou em 2016, acompanhado da “Short Stories Band” com a sua nova e deslumbrante obra discográfica, “Resilience”.

O espetáculo a apresentar em Sardoal, na noite de 6 de maio, incidirá em particular neste seu último trabalho. São catorze temas de poderosa respiração jazzística, compostos na sua totalidade pelo guitarrista da Extremadura, numa aventura musical que partilha com grandes e consagrados músicos do panorama internacional onde se incluem os jovens músicos lisboetas André Mota, André Ferreira, Diogo Santos e João David Almeida, elementos da “Short Stories Band”.

O Sardoal Jazz 2017 termina a 7 de maio, às 16 horas, com um concerto da dupla António Eustáquio no guitolão e Carlos Barreto no contrabaixo.

Guitolão é um instrumento idealizado e concretizado pelo mestre Gilberto Grácio, baseado numa sugestão de Carlos Paredes. Foi apresentado pela primeira vez ao público em 2005 e existem apenas três exemplares em todo o mundo. A sua principal característica é ter uma grande extensão tímbrica, o que se significa que dele se podem extrair notas muito graves, mas também agudas, o que abre a possibilidade para o desenvolvimento de um repertório novo. O primeiro Guitolão a ser construído pertence ao músico e compositor António Eustáquio. Carlos Barretto é um nome incontornável do Jazz e da Música improvisada em Portugal. Músico, compositor e artista plástico, Barretto representa “a nata” da música portuguesa e regressa ao Centro Cultural Gil Vicente depois de ter sido convidado a actuar na primeira edição deste festival com o seu projeto “Lokomotiv”.

António Eustáquio e Carlos Barretto

O primeiro álbum de Eustáquio e Barretto foi gravado na Aldeia da Cerdeira, uma das Aldeias do Xisto. Tem por título naturalmente “António Eustáquio e Carlos Barretto” e é o resultado de uma cumplicidade com mais de 10 anos, numa viagem pelas várias sonoridades: do Jazz à clássica, do tradicional à música improvisada. Finalmente, e após várias actuações ao vivo pelo nosso País e um pouco por todo o mundo, chega agora ao público do Sardoal Jazz.

O Sardoal Jazz, que vai na sua terceira edição, surgiu da vontade do Município de Sardoal em dar resposta a uma lacuna na programação musical da região em duas vertentes distintas. Por um lado, trazer à região espetáculos de música jazz de elevada qualidade para os amantes deste género musical e, por outro lado, a aposta na formação de públicos, apresentando concertos e grupos de um estilo musical diferente.

Os bilhetes por concerto têm o valor de 3 euros, sendo que o passe para os três dias custa 6 euros, podendo ser adquiridos na bilheteira do Centro Cultural Gil Vicente de terça a sexta-feira entre as 16 e as 18 horas, aos sábados entre as 15 e as 18 horas ou 45 minutos antes do início do espetáculo.

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