Reunião de CM de Sardoal

O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu esta semana mais uma reunião de executivo camarário de Sardoal. Além de algumas questões levantadas pelos vereadores do Partido Socialista nomeadamente sobre pontos de wifi na vila, os planos de ação da Proteção Civil para estes dias de frio ou sobre o orçamento participativo das escolas, sem qualquer discórdia, todos os seis pontos da Ordem de Trabalhos foram aprovados por unanimidade.

O vereador eleito pelo Partido Socialista (PS), Pedro Duque, questionou o Executivo da Câmara Municipal de Sardoal, reunido em sessão ordinária na quarta-feira, se, perante a vaga de frio que assolou a região e o País, deu conta de alguma ocorrência e qual o plano de contingência da Proteção Civil e dos serviços de ação social. O vereador socialista quis ainda saber em que fase se encontra a candidatura no âmbito da iniciativa wifi4EU que visa a oferta de acesso aberto à Internet em zonas de interesse público e centros de vida social local, incluindo espaços abertos ao público em geral, como jardins, praças, escolas, bibliotecas ou outros.

Em resposta, o presidente Miguel Borges (PSD) disse que a intenção do Município “está espelhada nos documentos provisionais” onde o Executivo manifesta intenção de colocar pontos de wifi na vila, nomeadamente no centro histórico. “Estamos a trabalhar com um consultor para avançar” lembrando que “a candidatura abriu agora”.

Em relação à vaga de frio Miguel Borges explica que o Município tem um plano “igual ao dos anos anteriores” para as vagas de frio. “Há diretrizes que vêm da saúde pública e que os nossos serviços de Proteção Civil estão atentos”, garantiu, considerando não ser no concelho de Sardoal “algo que traga prejuízo para a população porque as pessoas têm as suas casas, lareiras e lenha”. De qualquer forma “existem sempre recomendações na página do Município e da Proteção Civil”.

Por seu lado, o vereador Carlos Duarte (PS) quis saber da “abertura do Executivo camarário para o orçamento participativo das escolas de forma a estimular a participação democrática dos nossos alunos”.

Miguel Borges garantiu que a CM não se afasta “das suas competências enquanto membro do conselho geral da escola”, contudo trata-se de “um processo interno da escola” que a CM “está disponível para apoiar da forma que a escola entender”, esclarecendo o vereador Pedro Rosa que o orçamento participativo das escolas é uma iniciativa do Ministério da Educação e portanto “a verba não pode ser incrementada”.

Para Miguel Borges “mais importante que o valor e aplicabilidade desse valor é uma atitude de cidadania que se começa a criar nos jovens estudantes, de pensar a escola, sendo construtores de uma proposta que depois democraticamente será selecionada”.

O vereador socialista aborda também o ranking das escolas, fazendo uma referência ao desempenho das escolas do concelho. Desvalorizando o ranking, o presidente considera ser mais importante “perceber que na avaliação dos resultados das escolas, os resultados internos, houve uma clara melhoria em relação aos anos anteriores”. Carlos Duarte finalizou a sua intervenção pedindo explicações sobre “a infraestrutura das bombas de combustível da Avia”.

Trata-se de uma infraestrutura “privada”. Segundo Miguel Borges a única relação que a CM tem com a Avia envolve “um parecer por causa de um depósito” no sentido das autoridades competentes se inteirarem da sua atividade no âmbito da Proteção Civil.

Os seis pontos da Ordem do Dia foram aprovados por unanimidade.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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