Sardoal Jazz foi suspenso devido ao surto de coronavírus. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

O festival Sardoal Jazz, a Semana da Leitura e visitas de estudo da Universidade Sénior foram adiadas em Sardoal, a par do cancelamento da visita de estudo anual que envolve três municípios – Sardoal, Mação e Constância -, a países da Europa. Para 2020 a viagem estava planeada para visitar a Suíça e a Itália.

O número de infetados pelo novo coronavírus (Covid-19) aumenta em Portugal, a cada dia que passa. Assim, e como forma de prevenção, escolas e outros institutos públicos colocam em prática planos de contingência e evitam situações de risco. É o caso da Câmara de Sardoal que decidiu adiar eventos de organização municipal, como por exemplo o Sardoal Jazz, festival que traz à vila, normalmente no mês de maio, alguns dos grandes nomes da música jazz nos panoramas nacionais e internacionais.

Esta iniciativa ainda sem nova data agendada “por não se saber como será o evoluir da situação”, disse ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges.

Neste momento, “não vamos promover mais eventos do que aqueles que já existem” acrescenta o autarca explicando que decorrerá “uma avaliação caso a caso”. Contudo, entre os eventos adiados conta-se também a Semana da Leitura, organizada pela Escola, respeitando as diretrizes do Ministério da Educação, refere Miguel Borges.

A Semana da Leitura é promovida pelo Município e pela Rede de Bibliotecas, sendo algumas atividades enquadradas pela Rede de Bibliotecas do Médio Tejo e cofinanciadas pelo programa Centro 2020 e Portugal 2020. Em 2019 decorreu na primeira semana de abril.

Também as visitas de estudo da Universidade Sénior foram para já adiadas, bem como “qualquer saída de autocarro para fora do concelho. Ou seja, tudo o que pode ser adiado será”, vinca o presidente.

Uma decisão entretanto já tomada prende-se com o cancelamento da visita de estudo anual que envolve três municípios – Sardoal, Mação e Constância -, a países da Europa. Para 2020 a viagem estava planeada para visitar a Suíça e a Itália.

“Não faremos a viagem à Europa como tem acontecido no passado. Está decidido até porque a viagem necessita de marcações atempadas e desconhecemos o evoluir da situação. Se a viagem de estudo decorrerá em território nacional? Logo se vê! Iremos avaliar”, diz Miguel Borges.

A viagem é organizada pela Câmara Municipal e tem como objetivo central proporcionar aos jovens estudantes o contacto com outras comunidades, com outras culturas e realidades, como complemento e enriquecimento da sua formação pedagógica e pessoal.

Estas viagens de estudo são, então, realizadas há 25 anos consecutivos e ao longo deste tempo foram muitos os jovens alunos de Sardoal que tiveram oportunidade de conhecer a Europa (Espanha, França, Itália ou Bélgica) deslocando-se a locais de interesse histórico, cultural ou ambiental (Tordesilhas, Salamanca, Astúrias, Monteplier, Monte Saint Michel, Vale d’Aosta, Paris, etc.), a parques temáticos de interesse lúdico e científico, como a Eurodisney e o Futuroscópio, bem como ao Parlamento Europeu (Bruxelas e Estrasburgo). Em 2019, alunos do 9º ao 12º ano do concelho viajaram até Paris (França) entre os dias 24 de julho e 2 de agosto.

Miguel Borges, que também é o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, adiantou ao nosso jornal que na próxima sexta-feira decorrerá uma reunião daquele orgão de coordenação em matéria de Proteção Civil que contará com elementos da Direção-Geral da Saúde no sentido de avaliar e tomar decisões. “Aguardamos!”, concluiu.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.