Numa iniciativa do Clube de Motards “Os Últimos do Ribatejo”, de Sardoal, realizou-se no passado domingo, dia 26 de fevereiro, o II Encontro de Motorizadas e Motos Antigas, evento que levou cerca de seis dezenas de amantes das duas rodas a conhecerem diversos locais dos concelhos de Sardoal e Abrantes, numa jornada que uniu a camaradagem à arte de bem receber.
Superando a melhor das espectativas iniciais, ao II Encontro de Motorizadas e Motos Antigas disseram “presente” seis dezenas de motociclistas oriundos de diversos pontos do país que puderam, desse modo, conhecer (ou redescobrir) cantos e recantos que, de outra forma, seria mais difícil apreciar sem a ajuda de conhecedores locais.
O evento, organizado pelo Clube de Motards “Os Últimos do Ribatejo”, de Sardoal, levou pelo segundo ano consecutivo velhas relíquias de duas rodas às estradas desta região, tendo como pontos altos a visita à albufeira do Castelo do Bode, na zona de Fontes (Abrantes), onde a vista se perde nas belezas verdejantes e azuladas combinadas pelos pinhais de perder alcance, ao Rio Zêzere, que ali mostra todo o seu esplendor, e a uma subida aos míticos Moinhos de Entrevinhas (Sardoal). Por entre histórias e memórias de outros tempos houve tempo para mais um momento de convívio salutar, lazer e camaradagem entre os amantes das duas rodas.
A forte e inesperada adesão (tendo em conta os 19 participantes da primeira edição) deixou a organização satisfeita por ter conseguido cumprir a sua missão e os seus objectivos. Motards de Ferreira do Zêzere, Almeirim e até do Barreiro ficaram, deste modo, com vontade de regressar, quem sabe nos dias 20 e 21, em maio, quando o Clube organizar o seu VIII Encontro.
Ao mediotejo.net, Raúl Simões, eleito presidente da colectividade no pretérito dia 22 de janeiro, confessou a sua enorme satisfação revelando que, na hora das despedidas, considerava que o melhor elogio que ouvira dos convivas era “até maio”, reforçando a ideia de que “se voltam, é porque gostam de aqui estar” e que isso mostra a vitalidade da associação combinada com a arte de bem receber, algo que pretendem perpetuar nas suas organizações fazendo disso bandeira.
O dirigente fez ainda questão de salientar que “as coisas correm bem porque o grupo se une e trabalha em conjunto, funcionando como um todo”, não querendo ser montra para individualidades. Acrescenta que “para o bem e para o mal, o clube representa o concelho e, como tal, a vontade é sempre a de melhorar de evento para evento, dando a todos o mesmo empenho” transmitindo, dessa forma, uma boa imagem do Clube e do Sardoal.

Dina Cardoso, também dirigente de “Os Últimos do Ribatejo” sublinhou o facto deste tipo de iniciativas não ser fácil de organizar, obrigando a abdicar de outras actividades ou mesmo de relações familiares, mas que acaba por ser gratificante uma vez que vêm em crescendo as adesões de motards de todo o país às suas iniciativas, realçando também “os intercâmbios com outros Clubes, de todo o país”, como um dos vectores fundamentais para esse crescimento.
Em complemento ao passeio, os presentes foram brindados com uma suculenta e retemperadora “Sopa da Pedra”, confeccionada por sócios e colaboradores nas próprias instalações da associação, uma vez que são auto-suficientes para a realização de qualquer tipo de evento, fator que acaba por ser uma mais valia para todos, organização e participantes.
Além de um dia bem passado, os participantes deste II Encontro de Motorizadas e Motos Antigas levaram consigo um diploma de presença assim como um pequeno brinde como que a perpetuar a sua presença em Sardoal.
Fotos: José Belém e Joaquim Francisco



