Exposição de escultura “Arte Religiosa”, da autoria do mestre Laranjeira Santos, em Sardoal. Créditos: CMS

No âmbito do programa complementar da Semana Santa em Sardoal, o Centro Cultural Gil Vicente tem patente, até 8 de junho, a exposição de escultura “Arte Religiosa”, da autoria do mestre Laranjeira Santos.

A mostra conta com mais de três dezenas de peças que “manifestam sempre uma profunda carga simbólica, incorporando elementos estilísticos que remetem tanto para o dramatismo da condição humana, veiculado pela tradição maneirista e barroca, com as suas composições pungentes e detalhadas, como para influências contemporâneas, que conferem às suas peças um caráter universal, inovador e intemporal, característico do abstracionismo”.

O escultor José Laranjeira Santos (1930-2024), afirmou-se no contexto cultural e artístico nacional na segunda metade do século XX, tendo, no entanto, produzido obras escultóricas, desenho e pintura até ao final da sua vida.

Os primeiros passos da sua formação foram na escola António Arroio. Em 1951 ingressou na Escola Superior de Belas Artes, discípulo do escultor Leopoldo de Almeida, e especializou-se na arte escultórica. Em 1955 foi laureado pela Academia Nacional de Belas Artes com o Prémio Nacional de Escultura.

Em 1961, partiu para Roma com uma bolsa da Fundação Gulbenkian. A sua estadia em Roma afirmou-se determinante, influenciando toda a sua obra, mas particularmente projetando-o na produção de arte religiosa, permeada do misticismo da fé aliado à excelência técnica da escultura.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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