Sardoal, centro histórico

À margem da reunião de Executivo camarário de quarta-feira, 9 de maio, o vice-presidente Jorge Gaspar  deu conta da não ocorrência de assaltos desde março, altura em que a Junta de Freguesia, face ao crescente número de tentativa ou roubo, decidiu colocar vigilantes nas ruas como elemento dissuasor em articulação com as autoridades policiais. No entanto, o autarca recusa a associação das duas situações, revelando “dificuldade” em estabelecer uma relação direta.

Os últimos meses ficaram marcados por inúmeros roubos e tentativas de assaltos no concelho de Sardoal, colocando os sardoalenses com medo e em alerta. A própria Junta de Freguesia de Sardoal decidiu tomar medidas adicionais, colocando vigilantes como elemento dissuasor no terreno.

A falta de um reforço no efetivo de militares nos postos de GNR foi apontada pelo presidente da Câmara, Miguel Borges, como uma das razões de tal insegurança. Reconhecendo que desde março os assaltos pararam no concelho, o vice-presidente da Câmara Municipal, Jorge Gaspar, disse ao mediotejo.net que “ainda não há detidos” mas que, segundo as forças policiais, o processo de investigação “está a correr bem”.

Revela “dificuldade” em relacionar a ação dos vigilantes com o fim dos assaltos.

Tal como num passado recente havia defendido Miguel Borges, lembrou que os assaltos “podem não ter ocorrido todos na mesma altura. Terem sucedido antes e apenas participados quando as pessoas vieram a casa”, referindo-se aos sardoalenses que residem fora do concelho e que voltam por altura de festividades ou férias.

Com a divulgação dos assaltos “num curto espaço de tempo, todos ficámos mais despertos, a própria GNR e os vizinhos”, justifica.

Desde a sede da Associação de S. Simão e ao Parque Desportivo, aos Moinhos de Entrevinhas e moradias da vila que foram assaltadas ou viram as suas fechaduras serem forçadas, até o próprio pavilhão da freguesia de Alcaravela foi assaltado.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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