Foto: Sónia Leitão/mediotejo.net

O incêndio que lavra desde as 16:29 desta sexta-feira, em Cabeça das Mós, concelho de Sardoal, “começou a ceder aos meios no terreno” e “vai ser combatido durante toda a noite, a par da proteção a povoações”, disse fonte da ANPC à Agência Lusa.

Pelas 21:30, Patrícia Gaspar, adjunta nacional de operações da Proteção Civil, disse que no incêndio em Sardoal “o vento continua forte e mantém três frentes ativas”, tendo, no entanto, referido que o fogo “está a começar a ceder aos meios, nos vários setores”.

Segundo aquela responsável, neste incêndio que lavra em zona de pinhal e com “muitas pequenas povoações e habitações dispersas” na mancha florestal, “não foi necessário proceder à evacuação de nenhuma aldeia”, tendo realçado, no entanto, a necessidade de continuar a “fazer proteção a povoações dispersas em Cabeça das Mós, Mouriscas, onde ardeu um barracão de arrumos, Cabrais, Pinheiro e Casal Vares”, algumas das quais já no concelho de Abrantes.

“O combate vai continuar durante a noite e a previsão é que o vento acalme, pelo que as perspetivas são favoráveis”, concluiu aquela responsável da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Foto: Sónia Leitão/mediotejo.net

Contactado pela Lusa, Miguel Borges, autarca sardoalense que se encontra no posto de comando, em Cabeça das Mós, reconheceu que o combate está a ser “complicado, principalmente pelo vento, pelos reacendimentos, e proximidade de habitações”, tendo realçado como fatores favoráveis ao combate ao incêndio um “grande número de meios no terreno” e, com o cair da noite, “a descida das temperaturas e o aumento da humidade”.

O vento é o “principal fator condicionante” ao combate, reafirmou o presidente da autarquia, tendo referido que a população “vai estar nas ruas, apreensiva, e atenta ao desenrolar dos acontecimentos”.

Às 23h10, segundo o site da ANPC, o incêndio estava a ser combatido por 472 operacionais, apoiados por 148 viaturas.

Cerca das 22h00 continuavam cortadas ao trânsito a EM 1243, em Entrevinhas, a EN 358 – Cruzamento de Valhascos, e a EN 1220 – Entrada de Entre Serras.

com Lusa

 

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Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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