Auto da Barca do Inferno, pelo GETAS, em Sardoal. Foto: mediotejo.net

Em 2022, o GETAS – Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal levou pela primeira vez o ‘Auto da Barco do Inferno’ pelas ruas da vila, quando assinalou 40 anos em atividade. A peça centra-se no encontro de duas barcas: a Barca do Inferno e a Barca da Glória, sendo o diabo um dos personagens centrais.

Com encenação de José Ramalho, diretor artístico do Teatro Figura, o espetáculo utilizou o espaço urbano do núcleo histórico da vila como espaço cénico, mas vai agora subir ao palco do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal.

A complexa alegoria dramática de Gil Vicente foi representada pela primeira vez em 1517 e integra a chamada “trilogia das Barcas”: o Auto da Barca do Inferno, o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória.

Gil Vicente viveu o período áureo de Portugal, testemunhando o processo de expansão ultramarina e teceu profundas críticas à sociedade portuguesa da época. Dos valores à moralidade e até a instituição religiosa católica, diversas foram os temas abordados nas suas peças.

Os bilhetes custam 2 euros.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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